A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (17), um grupo suspeito de aplicar o chamado “golpe da porta automática” contra comerciantes no Centro de São José dos Campos. A ação foi resultado de investigações conduzidas pelo 1º Distrito Policial, após o registro de diversas denúncias envolvendo o mesmo tipo de crime.
De acordo com a polícia, três homens, com idades entre 22 e 24 anos, foram detidos na Rua Sebastião Humel. O trio, que é da cidade de Itapevi, na Grande São Paulo, foi encaminhado ao Centro de Triagem de Presos de Caçapava e deve responder por tentativa de estelionato e associação criminosa.
Como funcionava o golpe
As investigações apontaram que os suspeitos atuavam com um modo de operação padronizado. Eles colavam adesivos em fachadas e paredes de estabelecimentos comerciais oferecendo serviços de manutenção em portas automáticas.
A partir disso, eram acionados por comerciantes ou abordavam diretamente as vítimas. Sem apresentar um orçamento claro, iniciavam supostos reparos e, em seguida, passavam a cobrar valores considerados abusivos.
Em alguns casos, segundo a Polícia Civil, o grupo chegava a retirar peças do equipamento, comprometendo o funcionamento da porta e aumentando a pressão sobre a vítima para aceitar o serviço.
Caso chamou atenção da polícia
Em um dos registros analisados durante a investigação, um comerciante relatou que a porta automática de seu estabelecimento apresentou falha. Ao encontrar um adesivo com contato de manutenção, acionou os suspeitos.
No local, o grupo retirou o motor da porta sob a justificativa de realizar um orçamento. Posteriormente, informou que o equipamento estaria queimado e passou a cobrar R$ 3.600 pelo serviço, alegando necessidade de substituição de peças.
Ao recusar o valor, a vítima afirmou que os suspeitos exigiram R$ 600 apenas pela mão de obra para devolver o motor. O comerciante também destacou que um equipamento novo custaria cerca de R$ 1.500 e que o endereço fornecido pela suposta empresa não existia.
Investigação aponta atuação em série
Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o grupo atuava de forma recorrente, com dezenas de denúncias semelhantes registradas. A prisão em flagrante ocorreu após monitoramento e levantamento de informações por parte do Setor de Investigações.
O caso segue em apuração, e a polícia orienta que comerciantes fiquem atentos a serviços sem procedência comprovada e sempre exijam orçamento formal antes de qualquer reparo.