A Polícia Civil de Rondônia investiga o assassinato da professora Juliana Santiago, de 41 anos, morta dentro de uma sala de aula em uma faculdade particular de Porto Velho. As apurações indicam que o crime foi motivado pela rejeição do aluno, que demonstrava interesse amoroso pela docente e não aceitou os limites impostos por ela.
O ataque aconteceu na noite de sexta-feira (6), logo após o término da aula. Juliana foi atingida por golpes de faca na região do tórax e chegou a ser socorrida por estudantes, mas morreu antes de receber atendimento médico no Hospital João Paulo II.
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Limites recusados e obsessão
Segundo a investigação, o aluno, de 24 anos, tentava se aproximar da professora de forma insistente. Mensagens analisadas pela polícia mostram que Juliana deixou claro que não considerava apropriada qualquer relação entre professor e aluno, reforçando o caráter profissional do vínculo.
As conversas também indicam que o suspeito demonstrou irritação ao perceber que a professora mantinha um relacionamento amoroso fora do ambiente acadêmico, o que reforçou a hipótese de rejeição como principal motivação do crime.
Ataque premeditado dentro da instituição
De acordo com o registro policial, o aluno aguardou o momento em que a professora estava sozinha para cometer o ataque dentro da sala de aula. Juliana sofreu duas perfurações no peito e um ferimento no braço direito, possivelmente ao tentar se defender.
A faca usada no crime foi encontrada no local. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de que o ataque tenha sido planejado, já que o autor escolheu um momento específico para agir.
Prisão em flagrante e versão descartada
Após o crime, o suspeito tentou fugir, mas foi contido por outro aluno, que é policial militar e estava em uma sala próxima. Ele foi preso em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça de Rondônia no sábado (7).
O aluno alegou que mantinha um relacionamento amoroso com a professora e que a arma teria sido entregue por ela no dia anterior. No entanto, a polícia informou que não há provas que sustentem essa versão, que foi descartada ao longo da investigação.
Comoção e suspensão das aulas
Juliana Santiago era professora de Direito Penal e também atuava como escrivã da Polícia Civil. A morte causou forte comoção entre colegas, alunos e instituições públicas. As aulas na faculdade foram suspensas após o crime.
Órgãos ligados à segurança pública e à Justiça manifestaram pesar e destacaram a gravidade da violência contra mulheres, especialmente em ambientes educacionais. O caso segue em investigação, enquanto o suspeito permanece preso no presídio Urso Branco, em Porto Velho.