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Uma vida a serviço de Piracicaba: a trajetória de Storel

Por Nani Camargo | nani.camargo@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 16 min
Will Baldine/JP
Antonio Oswaldo Storel completou 90 anos em janeiro
Antonio Oswaldo Storel completou 90 anos em janeiro

Aos 90 anos, o cirurgião-dentista e ex-vereador Antonio Oswaldo Storel é uma das vozes mais experientes da história política e social de Piracicaba. Atualmente assessor no mandato da deputada estadual Professora Bebel, no escritório de Piracicaba, ele construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o bem coletivo, tanto na odontologia quanto na vida pública.

Casado há mais de seis décadas com Marilene Silva e pai de três filhos, Storel foi vereador por três mandatos consecutivos, presidiu a Câmara Municipal entre 2001 e 2002, ocupou secretarias estratégicas da administração municipal, fundou e presidiu a EMDHAP e foi candidato a prefeito de Piracicaba em 1992.

Nesta entrevista, ele relembra episódios decisivos de sua atuação, avalia os rumos da cidade e do país, reflete sobre política, democracia e longevidade, e compartilha a visão de quem dedicou décadas ao serviço público e à construção de políticas voltadas à qualidade de vida da população.


1)    Como foi seu encontro com a odontologia?
Foi puramente circunstancial em razão de amizade e convivência com colega do curso científico noturno do Colégio Piracicabano que era protético. Ao final das aulas noturnas, costumávamos estudar juntos na casa de um outro colega que morava perto do Colégio e, na época do vestibular, decidimos prestar juntos na Faculdade de Odontologia de Lins, ligada ao Instituto Americano de Lins que era da Igreja Metodista, como o Colégio Piracicabano. Passamos e nos formamos juntos, os três e nos instalamos com consultório em Piracicaba. Desde o tempo de Faculdade, adorava tratar de crianças e então derivei para a Odontopediatria e acabei conseguindo meu registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo – CROSP, como especialista. Atuei profissionalmente com consultório particular por 42 anos, aqui em Piracicaba.

2)    Qual o maior legado que o senhor deixou na Odontologia?
Desde a minha juventude sempre tive a vocação para trabalhos com coletivos! Assim foi com os timinhos de futebol com os colegas do ginásio ou com os amigos do bairro. Eu já guiava um caminhão Ford 40 do meu pai e nos finais de semana levava o time para jogar no Taquaral, Tupi, Monte Alegre. Quando entrei na Faculdade me envolvi com o Centro Acadêmico e acabei provocando a fundação da Associação Atlética Acadêmica. Acabei sendo Presidente da Comissão de Formatura de minha Turma (73 formandos) e, numa votação democrática foi escolhido o Presidente da República Juscelino Kubitschek para Paraninfo. E acabei indo ao Rio de Janeiro com mais três colegas para convidá-lo. Então tive a honra de ser abraçado pelo Presidente, dentro do Gabinete Presidencial, no Palácio das Laranjeiras. De pois de formado, comecei a promover encontros entre os profissionais da cidade para organizar a Associação Paulista de Cirurgiões  Dentistas – Regional de Piracicaba. Tornei-me  um de seus fundadores e participo até hoje. Então, acho que essa união da classe odontológica é um dos legados. Mas, do ponto de vista da Saúde Dental, gostaria de destacar a luta que travamos junto à Prefeitura, quando fui Presidente da APCD-Regional Piracicaba (1966/67) para a fluoretação das águas servidas à população. Atuamos junto aos prefeitos e tinha um que argumentava contra me dizendo: “Você quer que ponha flúor na água para molhar jardim, para lavar carro? E tem mais: você é dentista e se não tiver mais cáries, o que é que você vai fazer?”  Mas não desisti e quando meu amigo Dr. Cassio Padovani assumiu a Prefeitura, marquei uma audiência e fomos falar com ele num grupo de profissionais incluindo professor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba. Diante dos argumentos, imediatamente o Prefeito chamou o Diretor do SEMAE e ordenou com prazo estabelecido que a fluoretação fosse instalada. Foi uma grande vitória para toda a população pois, na época, já se tinha comprovação cientifica que a incidência de caries diminuiria sessenta por cento. Quando Secretário Municipal, juntamente com o Dr. Gentil Calil Chain que era Diretor do Departamento Odontológico, inauguramos o Serviço Odontológico Municipal, à Rua Tiradentes e adquirimos um trailer com dois consultórios montados em seu interior que, em Convênio com a Faculdade/Unicamp,  passou a atender as crianças das Escolas da zona rural. 
Mas o que considero o maior legado mesmo que deixo para a odontologia, é o trabalho de restauração da saúde bucal que executei para muitas pessoas. E me sinto orgulhoso e honrado quando uma pessoa, como aconteceu como uma colega me diz: “ tenho aqui, em minha boca, as restaurações que você me fez quando eu era criança!” Isso nos dá uma sensação de “missão cumprida”!

3)    Por que decidiu entrar para a vida pública?
Na verdade, foi um convite que recebi em razão de minhas atividades junto às Organizações Não Governamentais da cidade, no Setor Social. O Prefeito Adilson Maluf, por indicação de seu cunhado, o Dr. Gentil é que me convidou para uma reunião na residência do Dr. Gentil e lá me propôs fazer parte da sua equipe de governo, assumindo uma Secretaria que era “carga pesada”, de Educação, Saúde e Promoção Social. Um tanto assustado eu topei cheio de esperanças de poder realizar alguma coisa boa para o povo de minha terra! Daí para frente o “vírus da vontade de servir” me contaminou e não parei mais.

4)    Quais os episódios mais marcantes na sua vida pública?
Nossa! A Vida Pública é sempre cheia de episódios marcantes que fazem a nossa vida cheia de emoções! Foram quatro anos com o Prefeito Adilson e quatro anos com o Prefeito Machado, tempo suficiente para muitos fatos marcantes. Mas um fato que me deixou muito honrado e feliz de estar servindo a minha cidade, foi quando, nos anos setenta, coordenei uma equipe que elaborou, a pedido da Secretaria de Educação do Estado, um Plano de Rede Física para as Escolas. O Plano previa as necessidades de salas de aula por dez anos (1975/1985). Quando pronto fomos, eu e um estagiário de engenharia, o Marco Aurélio Nassif, apresenta-lo ao Secretário Estadual Professor Paulo Gomes Romeu. Quando ele pegou o Plano em suas mãos e começou a folheá-lo, começou a se entusiasmar e depois de examiná-lo todo, nos disse. Esse é o Documento que estou precisando para levar a um Encontro com todos os Secretários de Educação do país, lá em Petrópolis, daqui a uma semana. Vocês têm como fazer um caderno desse para cada estado? E eu, mais que depressa disse-lhe: “Sim, é claro que faremos Senhor Secretário”! No caminho de volta, no carro da Prefeitura, o Marco Aurélio me questionou: “Você já pensou no que você prometeu para o Secretário enfrentando a burocracia da Prefeitura? Ele acendeu a luz vermelha da minha preocupação. Mas eu lhe disse: “Nós vamos vencer esse desafio! Não podemos perder a oportunidade de Piracicaba ser mostrada para o Brasil inteiro como modelo de alguma coisa tão importante!” Foi realmente uma correria e com dinheiro do meu bolso para evitar a burocracia da Prefeitura, fizemos os vinte e sete cadernos, iguaizinhos ao original. Aí, Marco Aurélio, foi levar o pacote à Secretaria de Educação em São Paulo. Mas quando chegou lá, o Arquiteto Maia, que ia fazer a apresentação dos slides do Plano no Encontro, já tinha viajado para Petrópolis. Mas Marco Aurélio que tinha assumido junto comigo, procurou a sua noiva que trabalhava na Prefeitura de São Paulo e emprestou dinheiro para pagar a ´passagem de ônibus para chegar ao Hotel de Petrópolis onde o Arquiteto Maia  o esperava, já de madrugada! Aí foram passar os slides do Plano para conferir tudo. E Piracicaba, foi modelo para o Brasil em planejamento de escolas sob a coordenação de um Secretário que o pessoal da Educação,  inicialmente, não aceitou por ser cirurgião dentista. 
Muitos outros episódios marcantes ocorreram, como por exemplo, a criação da EMDHAP na Câmara Municipal com a presença de cerca de quinhentos favelados, em novembro de 1990.

5)    Quando foi Presidente da Câmara conte medidas que implantou à época.
Assumi a Presidência da Câmara no início do meu segundo mandato como Vereador, em 2001, e já conhecia bem a Instituição e os funcionários. O primeiro passo foi realizar um trabalho junto aos funcionários, trazendo pessoas especializadas para ganhar um nível elevado de união e produtividade. Houve até alguma reação contrária de alguns, mas assim que as coisas começaram a acontecer e percebeu-se os objetivos, a adesão foi total e os resultados ótimos. Colocamos como objetivo maior a transparência, a partir de pequenas coisas, como a impressão de folhetos de pauta em linguagem popular para serem distribuídos ao publico que comparece e acompanha as reuniões. A reforma do Salão Nobre Helly de Campos Melges, dando-lhe condições acústicas adequadas como instalação de aparelhagem de primeira linha para projeção e som internos, bem como para a transmissão para a TV. Instalamos a transmissão para a TV, utilizando o canal da TV Assembleia, tudo em convênio com a UNIMEP, através do seu departamento específico. 
Recebemos críticas fortes através de algumas pessoas da imprensa, chegando a comparar o que investimos nas reformas da Câmara com a quantidade de pãezinhos que poderiam ser oferecidos nas creches. Mas, um certo dia, depois que deixei a Câmara em 2008, um crítico contumaz da imprensa encontrou-se comigo nas escadarias do Fórum local, e fez questão de me dizer da sua satisfação em estar podendo assistir, no conforto do sofá de sua casa, as reuniões camararias e solenes, pela Televisão. E o Salão Nobre da Câmara passou a fazer parte da lista dos melhores da cidade, sendo utilizado intensamente para as solenidades das escolas públicas da cidade. Quando assessor do Gabinete do Vereador Paulo Camolesi, certo dia, um funcionário da Câmara que não gosta muito de falar, ao entrar no Gabinete e vir me cumprimentar, disse para todos os presentes: “Esse foi o melhor Presidente da Câmara!”. É claro que o meu ego sentiu-se inflado com essa declaração de pessoa que não é de “ficar falando”

6)    E aquele episódio envolvendo sua exoneração do cargo de assessor pelo Presidente da Câmara da época, em agosto de 2013? Isso ocorreu porque o senhor criticou o Legislativo...conte essa história. Isso marcou?
O que ocorreu foi o seguinte: havia uma propositura para ser votada na pauta da reunião ordinária e no Gabinete do Vereador que dava assessoria, propusemos uma emenda para melhorar a proposta. E quando entra emenda, a propositura sai da pauta. Eu estava assistindo a Reunião Camarária no computador, em casa. No momento de declarar a propositura para discussão e votação, o Presidente viu que tinha entrado a emenda e seguiu a norma regimental dizendo: “Propositura número tal, entrou emenda, sai da Pauta.” Em seguida, olhou para o Vereador Paulo Camolesi e com o dedo indicador em riste, disse: “O Senhor pode colocar emenda, Vereador, mas var ter troco político!” Eu em casa, assistindo no meu computador, fiquei profundamente indignado e imediatamente mudei para o word e escrevi um artigo para o jornal criticando veementemente aquela atitude antidemocrática do Presidente, que todos os que estavam assistindo pela TV presenciaram. O artigo foi publicado na imprensa e na Reunião seguinte um Vereador o leu na Tribuna da Câmara.  E o Presidente declarou que tomaria providencia contra mim. Baixou um documento oficial da Câmara me exonerando, sem a manifestação do Vereador ao qual eu prestava assessoria. E de acordo com a Lei, quem indica a admissão ou exoneração ao Presidente só pode ser o Vereador. Entramos com Ação Judicial na Justiça e ganhamos. Depois de oito meses, fui novamente incorporado no cargo e a Câmara pagou todos os honorários atrasados. Para o Presidente que cometeu a irregularidade, nada aconteceu!

7)    O senhor foi fundador e 1º presidente da EMDHAP (1991/1992). Qual o maior legado deixado à área da Habitação?
A criação da EMDHAP aconteceu depois de um processo bastante conflituoso entre favelados e Poder Público nos dois primeiros anos da Administração Machado (1989/1992). Eu havia assumido a Secretaria do Desenvolvimento Social e era o responsável na Administração para impedir que áreas verdes ou institucionais fossem ocupadas por favelas que já eram muito numerosas. A orientação era para dialogar com os invasores sem estar acompanhado de guardas civis ou qualquer outra pessoa. Então, quando chegava uma notícia que em determinado local estava acontecendo uma invasão, lá ia eu com meu carro particular, um aero willlis, estacionava a certa distância do local e me aproximava dos invasores procurando conversar “numa boa”! E eles paravam o trabalho de fincar paus para o barraco e se aproximavam, mas ficavam batendo a cavadeira perto do meu pé. Eu os convidava par conversarmos em algum lugar próximo, sempre argumentando que precisava da ajuda deles para resolvermos o problema de habitação de uma forma correta e não através da total vulnerabilidade das favelas. Fomos juntando grupos e promovendo reuniões com a intermediação da Associação dos Favelados que tinha uma sede. E sempre nas reuniões da Equipe do Prefeito ia relatando os acontecimentos. E nada era decidido. Até que um dia, em julho de 1990, pedi demissão e dei uma sumida. Aí, começaram a me procurar para que voltasse e eu impus uma condição: “Se não criássemos um órgão específico para habitação, eu não voltaria.” E aí, na reunião da Equipe da Administração foi proposta a criação de uma Comissão coordenada por mim, para estudar que tipo de órgão criaríamos. Aí, imediatamente coloquei a Comissão em ação, sempre com apoio dos favelados e começamos a viajar para conhecer cooperativas, secretarias , empresas públicas de outras cidades. E sempre ia junto uma kombi da Prefeitura com cerca de dez representantes dos favelados. Até que encontramos em Mogi-Guaçu um Empresa Pública de Habitação que estava funcionando muito bem. Conheci o seu Presidente que me forneceu uma cópia dos estatutos e começamos a trabalhar com o Projeto de Lei para criar a Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba, a EMDHAP. O Projeto foi para a Câmara e foi aprovado em novembro de 1990. E no dia da votação um grupo de cerca de 500 favelados se postaram em frente à Câmara tomando até a Rua Alferes. Pedimos a colocação de um tela externo e todos acompanharam com muita euforia aquele ato. Aí então, o Prefeito me falou: “Você será o Presidente da EMDHAP”! A partir de janeiro de 1991 assumi e passei a batalhar pela consolidação da Empresa antes de qualquer empreendimento. Mas tudo correu bem e rapidamente estávamos em condições legais perfeitas, com orientações do Tribunal de Contas, o qual visitei  antes de tudo. Ai, iniciamos o Alvorada, com 1.430 casas térreas, o Ipês, com 50 casas, declaramos de Utilidade Publica as terras do Mario Dedini, do Jardim Vitória, no São Jorge. Enfim, atuando a todo vapor. Quando o Prefeito anterior extinguiu a EMDHAP, confesso que senti uma forte dor no coração. Se estava funcionando com distorções o correto seria coloca-la nos trilhos e não acabar com tão precioso instrumento de trabalho para a Habitação Popular!

8)    O senhor é muito atento ao crescimento de Piracicaba, politica e administrativamente. Como avalia Piracicaba hoje? Se desenvolveu a contento? 
Uma cidade deve server essencialmente ao melhor nível de qualidade de vida para a população. Mas é claro que no crescimento e desenvolvimento de uma cidade inúmeros fatores passam a exercer forte influencia para se obter esse objetivo maior. Especialmente o fator imobiliário, cuja exploração nem sempre leva em conta a qualidade de vida de quem mora ou vai morar. Uma habitação humanamente sustentável precisa contar com o melhor saneamento básico possível, precisa contar com a higiene habitacional através do sol, arejamento, água potável, meios para a mobilidade, enfim, uma porção de fatores que garantem que as pessoas estão morando bem!  O acúmulo dos edifícios elevados, aumentando insustentavelmente a densidade demográfica é um fator que deprecia muito a qualidade de vida da população. Num espaço de terreno que continha três residências térreas e moravam três famílias com cerca de doze pessoas, constrói-se um edifício de quinze andares com quatro apartamentos por andar, somando sessenta residências que passam a abrigar duzentas e quarenta pessoas. A densidade populacional extrapolou qualquer segurança de sustentabilidade. Portanto, as Leis para o urbanismo têm que ser rígidas preservando que a cidade seja para os moradores e não o contrário. Hoje Piracicaba é um aglomerado de prédios que assusta as pessoas conscientes. As próprias habitações populares financiadas pelo governo com prédio de quatro andares sem elevador que pipocaram na cidade, é um absurdo. Como uma pessoa idosa poderá subir escadas por quatro andares, ainda tendo que carregar fogões, geladeiras, moveis, etc.?

9)    Como o senhor vê essa briga ideológica de direita e esquerda no Brasil? É saudável?
Nenhum tipo de briga é saudável!   Falta ao povo educação política desde a infância para entender e ter clareza do que é ideologia, o que é liberdade. Se alguém tem um projeto de organização de sociedade diferente do meu, pode-se conversar, dialogar apresentando argumentos para defender seu ponto de vista, mas nunca desrespeitar a liberdade do outro, A briga ideológica, a guerra é fruto da incompreensão humana, da falta de diálogo, de respeito à liberdade do outro. A Paz, a Harmonia, são fatores altamente positivos para o desenvolvimento humano. A melhor ideologia é aquela que defende o bem comum, não a grupos privilegiados.

10)    Estamos em um ano eleitoral. Quais os desafios que devem ser enfrentados com afinco em nível Brasil?
Além de tantas distorções eleitorais que já existem e que colocam em risco a própria democracia, nestas eleições de 2026 nós teremos um fator altamente perigoso e poderoso que é a influência das redes sociais. Muitas mentiras são jogadas à massa de eleitores e muito poucos têm condição de percebê-las. As leis existentes são incapazes de conter a influência desse fator. Os caminhos a seguir são dois: um, de longo prazo, que é o processo educacional para conscientização dos eleitores. O outro melhorar a legislação e punir severamente os infratores.

11)    E agora Piracicaba? Qual é o maior desafio que a classe política local tem de enfrentar?
Nossa cidade tem sentido a falta do surgimento de novas lideranças políticas autênticas, sérias, honestas e bem formadas. Estamos em ano eleitoral e os nomes na mídia não são animadores.  Por isso, mais uma vez voltamos a insistir: Política (com letra maiúscula sim) precisa ser ensinada na escola desde a infância!

12)    O senhor completou 90 anos em 29 de janeiro. Fale sobre longevidade. Como se sente? É um homem realizado?
Em primeiro lugar, acho que ter chegado aos noventa anos com a cabeça em ordem, capacidade de discernimento e de servir, é uma Graça Divina. A Deus, meu Criador, toda a minha Gratidão! A longevidade, imagino que depende de inúmeros fatores, como qualidade de vida, temperamento psicológico, alimentação, atividade, etc. Sempre fui uma pessoa calma mas muito ativa em minha vida toda. Sou casado há 64 anos e não me lembro de alguma vez ter discutido com minha esposa. Alimentação, há mais de trinta anos, meu café da manhã é só frutas. Gosto de uma recreação nos sábados a tarde. Sempre estou em alguma atividade filantrópica para ajudar ao próximo de alguma forma. Sinto-me invadido por um sentimento muito profundo de Gratidão a Deus e como uma pessoa realizada que colocou seus dons a serviço do bem comum!

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