Se tem uma época do ano em que as pessoas se permitem brincar mais com a própria imagem, essa época é o Carnaval. Brilhos quanto mais melhor, cores sem medo, acessórios exagerados, combinações que, em qualquer outro mês, seriam talvez, consideradas “ousadas demais”.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
E a pergunta que eu sempre faço é: por que nos permitimos essas “extravagâncias” neste período e depois retornamos as nossas “caixinhas de pode não pode”? Uma pergunta que parece pedir uma resposta óbvia – porque é carnaval e depois retornamos a vida normal – mas segue o meu raciocínio que você vai ver que “na prática a teoria é outra”
Na coluna de hoje quero te convidar a olhar para o Carnaval por dois caminhos. O primeiro é bem prático - looks e peças que realmente valem o investimento porque seguirão com você depois da folia. O segundo é mais sutil (e mais importante): a alegria de se vestir, de se produzir, de se olhar no espelho com curiosidade, ousadia e prazer. Isso não deveria acabar na Quarta-feira de Cinzas.
Vamos começar pelas escolhas, pelo guarda-roupa.
Carnaval não precisa ser sinônimo de fantasia. Muito pelo contrário. Algumas das melhores compras do ano podem acontecer agora, se você fizer escolhas inteligentes. Tops metalizados, por exemplo, funcionam lindamente com jeans, alfaiataria ou saias mais sofisticadas depois. Um bom body com brilho, textura ou recorte diferente, atravessa o Carnaval e vira protagonista em happy hours, viagens e produções noturnas.
Shorts e saias fluidos, de tecidos leves, são curingas absolutos no carnaval e em todo o verão. Combine agora com rasteiras ou tênis e, mais adiante, com camisas estruturadas, blazers ou tricôs finos. Kimonos, lenços grandes e sobreposições leves são aliados perfeitos: protegem do sol, dão movimento ao look e continuam fazendo parte do visual no pós-folia.
Nos pés, pense conforto com estilo. Tênis interessantes, papetes estilosas, sandálias baixas em couro ou em materiais naturais seguirão firmes no guarda-roupa. E claro os acessórios? Ah, os acessórios…maxi brincos, braceletes marcantes, colares divertidos, lenços com temáticas de verão...perfeitos para estilizar seu carnaval e todo o resto do ano. A diferença está em como você os usa depois: em combinações diferentes que talvez carreguem menos allah-lá-ô e mais intenção.
Dito isso, hora se seguirmos para o segundo ponto, a alegria de se vestir.
O Carnaval nos lembra algo que muitas mulheres esquecem no resto do ano: se vestir pode ser divertido. Produzir um look não precisa ser penoso, cheio de dúvidas, roubar um precioso tempo seu, e muito menos ser uma tentativa de se encaixar. Pode ser um gesto de amor próprio, de expressão, de presença.
Durante o Carnaval – mesmo sendo você do time “mais relax e menos folia”, há a permissão para testar cores que nunca usou, misturar estampas, brincar com acessórios no cabelo, na maquiagem, exagerar no brilho. Você se permite. E por que essa permissão não pode permanecer depois da folia? Por que um brinco diferente, um sapato colorido, um lenço amarrado de forma mais evidente, um mix de estampas, passam todos a ser “demais pra mim”.
O ponto que quero chegar é que estilo não é sobre exageros constantes, é sobre personalidade, sobre liberdade consciente. É sobre entender o seu corpo, o seu estilo de vida, e usar a moda como ferramenta. E isso passa longe da monotonia de só usar peças lisas, acessórios minimalistas, cores neutras. Lógico que é necessário estar alinhado à sua essência, a sua rotina, mesmo quando você brinca, ousa ou muda – mas o ponto é que observo muitas mulheres nem ao menos se permitindo testar.
Que tal levar um pouco da leveza do Carnaval para a sua rotina? Um acessório mais marcante numa terça-feira comum. Um batom mais vibrante sem ocasião especial. Um look pensado com carinho mesmo quando ninguém vai te ver além de você mesma.
Finalizo essa coluna desejando que você possa levar para o Carnaval e para todo o ano uma relação mais leve, mais alegre, mais solta e mais verdadeira com o vestir.
Afinal, “quem não gosta de samba, bom sujeito não é” - e quem não gosta de se sentir bem com o que veste, talvez só esteja se esquecendo de brincar mais com a própria imagem.