A manhã de sexta-feira (30) amanheceu silenciosa e pesada em Piracicaba. A notícia da morte do motociclista Cristiano Gonçalves, de 53 anos, arrastado pela forte enxurrada que tomou a avenida 31 de Março durante o temporal da noite da quinta-feira (29), espalhou tristeza, indignação e profunda comoção na cidade, especialmente entre motociclistas e pessoas que conviviam com ele.
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Cristiano perdeu a vida de forma trágica, ao ser arrastado pelo grande volume de água que transformou a avenida 31 de Março em um rio. A motocicleta que ele conduzia também foi levada pela força da correnteza. Equipes do Samu foram acionadas, mas, ao chegarem ao local, apenas puderam constatar o óbito. A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da Polícia Científica, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Piracicaba.
Mais do que uma estatística em meio a uma noite de caos, Cristiano era um homem muito querido. As redes sociais foram tomadas por mensagens de despedida, homenagens e relatos emocionados de amigos, colegas e conhecidos que destacaram sua bondade, simplicidade e, sobretudo, seu espírito trabalhador. Pai, avô e homem dedicado, ele era descrito como alguém sempre disposto a ajudar, conhecido pelo esforço diário e pela honestidade com que conduzia a própria vida.
A tragédia também gerou um sentimento de preocupação entre motociclistas, que diariamente se veem obrigados a enfrentar o trânsito perigoso, alagamentos recorrentes e condições extremas durante temporais. Para muitos, a morte de Cristiano simboliza o risco constante vivido por quem depende da moto para trabalhar e se deslocar pela cidade.
O forte temporal provocou estragos em diversas regiões de Piracicaba. Houve registros de alagamentos em avenidas importantes, veículos ilhados, quedas de árvores, postes danificados e interrupções no trânsito. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram moradores enfrentando dificuldades para atravessar ruas tomadas pela água.
Cristiano Gonçalves era filho de Rosalina Gonçalves da Motta (in memoriam). Deixa a filha Cristiane Gonçalves, casada, além de netos, familiares e muitos amigos que agora tentam lidar com a dor de uma perda repentina e devastadora.
O velório aconteceu nesta sexta-feira, na sala 01 do Cemitério Municipal da Vila Rezende. Com sepultamento às 13h, na própria necrópole.
Diante das condições climáticas adversas, a Defesa Civil reforçou o alerta máximo à população, pedindo que motoristas e motociclistas evitem vias alagadas e redobrem a atenção durante chuvas intensas.