Em uma declaração feita nas primeiras horas deste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que forças militares americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Segundo Trump, a dupla foi retirada do território venezuelano por via aérea em uma ação coordenada com tropas de elite americanas.
O anúncio, publicado nas redes sociais, ressaltou o sucesso da operação e informou que detalhes adicionais serão apresentados em coletiva de imprensa marcada para mais tarde hoje. O presidente não especificou o destino para onde Maduro e a primeira-dama foram levados, nem deu informações oficiais sobre sua situação atual.
Autoridades dos Estados Unidos indicaram ainda que Maduro poderá enfrentar processos judiciais em território americano, conforme confirmou o senador republicano Mike Lee, citando comunicação com o secretário de Estado norte-americano.
Explosões, cortes de energia e relatos nas ruas
A ofensiva provocou explosões em múltiplos pontos de Caracas e em estados vizinhos, incluindo Miranda, Aragua e La Guaira, conforme relatos das autoridades venezuelanas e agências internacionais. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de bases militares e aeronaves sobrevoando a capital em baixa altitude.
Moradores de diversos bairros relataram tremores, barulho intenso e correria nas ruas, além de interrupções no fornecimento de energia, especialmente nas imediações da estratégica base aérea de La Carlota.
A Federal Aviation Administration (FAA), agência de aviação dos EUA, suspendeu voos americanos sobre o espaço aéreo venezuelano, citando riscos decorrentes das operações militares em curso.
Reação e crise política em Caracas
Em resposta ao ataque, o governo da Venezuela divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob “agressão militar” dos Estados Unidos e que autoridades venezuelanas haviam sido convocadas a implementar planos de mobilização nacional. Caracas alegou que a operação americana visa controlar recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, e qualificou a ação como uma tentativa de “mudar o regime” por meios externos.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, disse que o governo ainda desconhece o paradeiro de Maduro e de sua esposa e exigiu que Washington forneça uma prova de vida imediata das duas figuras.
Contexto de tensão crescente
A crise entre os dois países vinha se agravando há meses. Em agosto do ano passado, o governo dos EUA havia aumentado a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro, e nos últimos meses reforçou sua presença militar no Caribe. Inicialmente, a Casa Branca alegou que a mobilização visava combater narcotráfico internacional, mas autoridades americanas não identificadas chegaram a afirmar que o objetivo final era remover o líder venezuelano do poder.
Além disso, os EUA classificaram o Cartel de los Soles — organização que acusam Maduro de liderar — como um grupo terrorista, intensificando a pressão diplomática e militar sobre Caracas.
Consequências e repercussão internacional
A operação americana despertou reações imediatas no cenário internacional. Enquanto aliados dos EUA elogiaram a ação, governos como os de Cuba e Irã condenaram o ataque como violação da soberania venezuelana. Autoridades venezuelanas também convocaram outros países da América Latina e do Caribe a se unirem em solidariedade contra o que classificaram de agressão imperialista.
A situação política na capital e nas principais cidades segue instável, com vários relatos de tensão nas ruas e incertezas sobre quem agora detém o controle efetivo do governo na Venezuela.
Donald Trump anunció que Nicolás Maduro, Presidente de Venezuela, fue capturado y extraído de su país, tras realizarse ataques a varias bases militares venezolanas, como La Carlota y Fuerte Tiuna en Caracas, pic.twitter.com/mTxDlE3TTO
— Juan Becerra Acosta (@juanbaaq) January 3, 2026