Milhões de dólares, equipamentos futuristas e métodos pouco convencionais sustentam a busca incansável do empresário Bryan Johnson, 48 anos, por um corpo que ele afirma querer manter com “parâmetros de um jovem”. A missão o levou a terapias controversas, mudanças drásticas de rotina e até dispositivos íntimos monitorados por tecnologia.
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Uma das práticas mais comentadas é o uso de um anel peniano durante a noite, que registra ereções espontâneas — algo que, segundo Johnson, indicaria boa saúde metabólica e hormonal. Não é o único experimento incomum: ele também se submete a 4.500 choques elétricos no corpo, três vezes por semana, como parte de uma terapia de ondas que promete melhorar performance física.
A tentativa de retardar o envelhecimento já incluiu ingestão diária de mais de cem suplementos, dietas rígidas com última refeição antes do meio-dia e a adoção de uma rotina controlada quase minuto a minuto. Johnson acorda às 4h30, treina por uma hora todos os dias, faz sauna, aplica luz infravermelha no rosto e segue uma alimentação vegana limitada a cerca de 2.250 calorias.
Seu arsenal de técnicas tecnológicas também envolve um boné com luz vermelha para estimular o crescimento capilar e medições corporais feitas em uma clínica montada dentro da própria casa. Nem todos os testes, porém, trouxeram resultados positivos: o empresário admitiu que uma substância usada no passado acelerou seus marcadores de envelhecimento.
As experiências, registradas nas redes sociais e reunidas no método que ele chama de Blueprint, renderam ao empresário milhões de seguidores, uma marca comercial e até um documentário, Don’t Die. A Blueprint vende produtos que prometem longevidade, como um azeite de oliva de US$ 35.
Mas o protocolo vem recebendo críticas cada vez mais fortes. Médicos alertam para riscos de dietas extremamente restritivas e do uso exagerado de suplementos. Documentos citados pelo New York Times apontam que mais de 60% dos consumidores da Blueprint relataram reações adversas, incluindo pré-diabetes. A preocupação foi tanta que o médico Oliver Zolman, que integrava o projeto, deixou a equipe temendo impactos à saúde de usuários.
Ainda assim, Johnson segue apostando nas próprias teorias sobre como driblar o relógio biológico — mesmo com estudos mostrando que, entre 2022 e 2024, sua idade biológica teria avançado o equivalente a dez anos, mais do que ele divulgou.