COMÉRCIO GLOBAL

EUA zeram tarifas para produtos argentinos; Veja quais

Por Da redação |
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Os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de acordos comerciais com Argentina, Guatemala, Equador e El Salvador, reforçando a presença norte-americana na economia latino-americana e garantindo condições preferenciais para produtos desses países. A iniciativa inclui reduções tarifárias e, no caso argentino, a eliminação de tarifas para categorias específicas de importação, sobretudo do setor agropecuário. Em troca, os parceiros assumem compromissos como ampliar o acesso a seus mercados, manter serviços digitais livres de taxação e facilitar rotas para bens considerados estratégicos pelos EUA.

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Embora as tarifas gerais aplicadas a Guatemala, El Salvador e Argentina continuem em 10%, e as do Equador permaneçam em 15%, Washington confirmou que vários itens passam a integrar listas com taxas reduzidas ou zeradas. Entre os produtos beneficiados estão alimentos e têxteis, áreas em que esses países têm forte participação no mercado americano. No caso argentino, o acordo consolida vantagens para carnes bovina e aves, além de simplificar a entrada de proteína animal no território norte-americano — um gesto visto como relevante para a retomada da competitividade do agronegócio do país.

A ampliação de benefícios chega também ao setor agrícola da América Central. A Guatemala, principal fornecedora de bananas aos EUA — responsável por 41% das compras do país — e o Equador, com 19% das importações, aparecem entre os maiores favorecidos com o alívio tarifário. Para o governo americano, garantir o fluxo desses produtos ajuda a estabilizar cadeias de abastecimento internas e reforça laços com economias estratégicas do continente.

Os entendimentos firmados incluem ainda cláusulas que proíbem os quatro países de criarem taxas sobre serviços digitais, uma exigência considerada crucial pelo governo Donald Trump para proteger empresas de tecnologia dos EUA. Outro ponto sensível é o compromisso de priorizar o acesso norte-americano a minerais e insumos considerados essenciais para a indústria de alta tecnologia.

Após a divulgação dos acordos, líderes locais celebraram o avanço diplomático. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele — aliado de Trump — publicou o documento nas redes sociais com a legenda “Amigos”, ao lado das bandeiras dos dois países. Na Guatemala, o presidente Bernardo Arévalo classificou a parceria como um passo que torna o país “mais competitivo e atrativo para investidores”. O chanceler argentino, Pablo Quirno, ressaltou que o entendimento “fortalece o comércio bilateral e abre novas portas para o setor produtivo”.

A Casa Branca afirma que os acordos reforçam a estratégia de estreitar relações com países latino-americanos em um momento de disputa global por influência, cadeias produtivas e recursos naturais.

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