Um costume perigoso na cozinha.
Lavar o frango cru antes de cozinhar é um costume enraizado em muitos lares brasileiros, mas a ciência já comprovou que esse gesto aparentemente inofensivo pode representar um grave risco à saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 420 mil pessoas morrem todos os anos no mundo vítimas de intoxicação alimentar, muitas delas causadas por práticas incorretas de manipulação de alimentos.
Especialistas em segurança alimentar explicam que a água não elimina bactérias do frango cru — pelo contrário, ela ajuda a espalhá-las por toda a cozinha. “As gotículas lançadas durante a lavagem podem carregar micro-organismos para pias, bancadas, utensílios e até alimentos prontos para consumo”, explica uma pesquisadora da área.
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Bactérias que podem causar doenças graves
O frango cru pode abrigar patógenos como Salmonella e Campylobacter, bactérias responsáveis por infecções gastrointestinais sérias, com sintomas que incluem febre alta, dores abdominais, diarreia e, em casos mais severos, hospitalização.
O perigo aumenta porque as gotículas que se espalham durante a lavagem podem alcançar até um metro de distância, contaminando esponjas, panos e superfícies. A única forma segura de eliminar essas bactérias é o cozimento completo, atingindo pelo menos 74°C no interior da carne.
O calor é o único aliado
A crença de que lavar o frango o torna mais limpo é um mito. A água apenas espalha o problema. “O calor é o verdadeiro aliado da segurança alimentar. Lavar o frango só aumenta o risco de contaminação cruzada”, reforça a especialista.
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Para garantir segurança, recomenda-se manter utensílios e superfícies sempre limpos, evitar o contato entre alimentos crus e prontos, e higienizar corretamente frutas e verduras.
Outros erros comuns que ameaçam sua saúde
Veja alguns hábitos domésticos que também favorecem a contaminação alimentar:
- Misturar alimentos crus e cozidos – Use tábuas e utensílios diferentes para carnes e vegetais.
- Deixar comida fora da geladeira por muito tempo – Alimentos devem ser refrigerados em até duas horas após o preparo.
- Consumir ovos crus ou malcozidos – A Salmonella também pode estar presente em ovos.
- Usar leite não pasteurizado – O leite cru pode conter microrganismos como Listeria e E. coli.
- Manipular alimentos sem lavar as mãos – Esse é um dos principais vetores de contaminação doméstica.
Quando o corpo dá sinais de alerta
Os sintomas de intoxicação alimentar costumam surgir de poucas horas a alguns dias após o consumo do alimento contaminado. Náuseas, vômitos, diarreia, febre e dor abdominal são os mais frequentes.
Em casos de desidratação ou sintomas persistentes, é fundamental procurar atendimento médico.
Informação que salva vidas
A segurança dos alimentos é uma questão de saúde pública. Pequenos cuidados no preparo, armazenamento e cozimento fazem diferença na prevenção de doenças.
“O conhecimento é a ferramenta mais poderosa para evitar contaminações. Segurança alimentar não é exagero — é responsabilidade com a própria vida e com a de quem se alimenta conosco”, conclui uma especialista em vigilância sanitária.