IMPENSÁVEL!

'Fiquei tão feliz': mulher provoca cegueira para realizar sonho

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto: reprodução
A jovem aplicou um produto químico nos olhos para perder a visão de forma definitiva.
A jovem aplicou um produto químico nos olhos para perder a visão de forma definitiva.

Um caso polêmico reacendeu o debate sobre saúde mental e transtornos raros. Uma jovem americana, Jewel Shuping, portadora do Transtorno de Identidade de Integridade Corporal (TIIC), tomou uma decisão extrema ao aplicar um produto químico nos olhos para perder a visão de forma definitiva.

Transtorno raro e pouco compreendido

O TIIC é uma condição psicológica rara em que a pessoa rejeita partes do próprio corpo ou sente a necessidade de adquirir uma deficiência. Segundo especialistas, os portadores podem desenvolver comportamentos de risco para provocar lesões irreversíveis.

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O desejo desde a infância

Relatos apontam que, desde muito cedo, a mulher demonstrava comportamentos ligados ao desejo de ser cega. Ainda criança, caminhava no escuro para simular a deficiência, utilizava bengala branca na adolescência e aprendeu Braille aos 20 anos. Pouco tempo depois, decidiu concretizar o que considerava ser “seu verdadeiro eu”.

A decisão extrema e suas consequências

O episódio ocorreu quando ela tinha 21 anos, com o auxílio de um psicólogo, que não foi identificado. A aplicação de um líquido corrosivo provocou lesões progressivas que resultaram na perda quase total da visão. A princípio, a jovem disse à família que havia sofrido um acidente, mas a verdade levou ao rompimento de laços familiares.

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Alerta sobre os riscos

Hoje, já vivendo como deficiente visual, a americana afirma não se arrepender, mas alerta para os perigos da automutilação em pessoas com o mesmo distúrbio. Segundo ela, muitos tentam mutilar membros ou provocar acidentes graves para adquirir deficiências. Especialistas reforçam que é fundamental oferecer acompanhamento psicológico e psiquiátrico para quem convive com o TIIC.

Reflexão necessária

O caso reforça a importância de ampliar o debate sobre transtornos raros de identidade corporal e oferecer suporte adequado a quem sofre com a condição. Para profissionais de saúde mental, a compreensão e o acompanhamento precoce podem evitar atitudes extremas e salvar vidas.

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