POLÍTICA

Veja como foi o 2º dia do julgamento de Bolsonaro

Por Bia Xavier - JP |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto: Evaristo Sá/AFP
Bolsonaro nega ligação com atos golpistas em julgamento no STF.
Bolsonaro nega ligação com atos golpistas em julgamento no STF.

No segundo dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados de Jair Bolsonaro sustentaram que não há provas que liguem o ex-presidente aos atos de 8 de janeiro. Afirmaram que ele não incitou manifestações golpistas, não participou de conspirações e conduziu a transição para o governo Lula.

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A equipe também rejeitou a possibilidade de pena de 30 anos, considerada “desproporcional”, e pediu absolvição imediata.

Ataques à delação de Mauro Cid

Um dos pontos centrais foi a crítica à delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. Para a defesa, ele mudou de versão várias vezes, não é confiável e teria sido “induzido” a acusar Bolsonaro.

Os advogados também reclamaram da dificuldade de analisar as provas do processo, que somam mais de 70 terabytes, e afirmaram que houve cerceamento de defesa.

O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, também foi defendido. O advogado afirmou que Cid “mente descaradamente” e que não há provas de que seu cliente tenha financiado ou coordenado atos golpistas. Braga Netto está preso sob acusação de obstrução das investigações.

O advogado do general Augusto Heleno disse que ele não pressionou militares e destacou que estava afastado das decisões de Bolsonaro no fim do governo. A defesa ainda questionou a conduta do ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de assumir papel de “protagonista do processo”.

A defesa de Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, alegou que ele tentou dissuadir Bolsonaro de ações antidemocráticas e reforçou que sua ausência em reuniões estratégicas comprova inocência.

O que dizem as acusações

A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que Bolsonaro liderou uma organização criminosa com projeto de poder autoritário. Braga Netto teria coordenado ações violentas, Heleno faria parte do núcleo estratégico e Paulo Sérgio buscaria apoio das Forças Armadas para sustentar uma ruptura institucional.

Próximos passos

A sessão desta quarta-feira (3) durou quase quatro horas. O julgamento será retomado na próxima terça-feira (9), às 9h, com o voto do relator Alexandre de Moraes.

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