SAÚDE

Cientistas revelam como diferenciar Parkinson de tremor; veja

Por Will Baldine | Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
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Segundo os cientistas, a diferença está na forma como dois neurotransmissores — dopamina e serotonina — interagem durante determinadas situações
Segundo os cientistas, a diferença está na forma como dois neurotransmissores — dopamina e serotonina — interagem durante determinadas situações

Um grupo de pesquisadores da Escola de Neurociência da Virginia Tech, nos Estados Unidos, identificou um padrão químico no cérebro que pode ajudar a distinguir a doença de Parkinson do tremor essencial (TE). O estudo foi publicado nesta terça-feira (2/9) na revista Nature Communications.

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Segundo os cientistas, a diferença está na forma como dois neurotransmissores — dopamina e serotonina — interagem durante determinadas situações. A descoberta pode abrir caminho para novas ferramentas de diagnóstico e tratamentos mais direcionados.

Diferença na resposta química

O foco do estudo foi uma área do cérebro chamada núcleo caudado, que participa da tomada de decisões e do processamento de recompensas. Durante cirurgias de estimulação cerebral profunda, os pesquisadores monitoraram alterações químicas no cérebro de pacientes enquanto eles realizavam jogos com diferentes tipos de recompensas e punições.

Em pessoas com tremor essencial, situações inesperadas causaram um aumento nos níveis de dopamina, ao mesmo tempo em que a serotonina diminuía. Já em pacientes com Parkinson, esse movimento simultâneo entre os neurotransmissores não foi observado.

Essa ausência de oscilação foi apontada como um sinal químico capaz de diferenciar os dois distúrbios neurológicos.

O que é a doença de Parkinson?

O Parkinson é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a coordenação motora. Os sintomas mais comuns incluem lentidão de movimentos, rigidez muscular e tremores. Também podem ocorrer alterações no sono, humor, olfato e função urinária.

De acordo com estimativas, cerca de 10 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo. Em 30% dos casos, há evolução para quadros de demência.

Tecnologia e aprendizado de máquina no diagnóstico

Para interpretar os dados obtidos durante os testes, os cientistas aplicaram modelos de aprendizado por reforço, um tipo de inteligência artificial que simula como o cérebro ajusta expectativas a partir de recompensas e erros.

Os pesquisadores também observaram que, em certos momentos do jogo, quando os participantes esperavam um resultado e recebiam outro, os níveis de serotonina variavam de forma significativa — uma resposta que se mostrou útil para identificar o tipo de distúrbio de movimento.

Segundo os autores, o objetivo é transformar essas observações químicas em ferramentas clínicas de apoio ao diagnóstico.

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