O JP traz hoje, Dia dos Pais, uma matéria especial com o advogado Matheus Erler, que conta sobre sua trajetória profissional e a emocionante experiência da paternidade.
1. Como foi para você, Matheus, assumir a criação do Matheusinho desde os primeiros dias de vida?
Foi um desafio que me transformou por inteiro. Assumir sozinho a criação do Matheusinho, ainda tão novo, foi um mergulho profundo no amor e na responsabilidade, sem manual, sem ensaio. Tudo aconteceu muito rápido — não havia espaço para hesitação. Quando olhei para aquele rostinho pela primeira vez, entendi que minha vida tinha ganhado um novo sentido.
Foram noites sem dormir, mamadeiras na madrugada, febres que me tiravam o chão, fraldas, choros, aprendizados diários. Mas, acima de tudo, foi entrega. Uma entrega inteira, diária, real. Era só nós dois, e ele dependia de mim — não só para sobreviver, mas para crescer com amor, segurança e dignidade.
Hoje, com 8 anos, os cuidados mudaram. Acordar de madrugada já não é mais rotina, mas o compromisso segue firme. Agora, a responsabilidade se volta para sua formação emocional, seus valores, sua autoestima, sua educação. E sigo aqui, atento, presente, aprendendo com ele a ser o melhor pai que posso ser — todos os dias.
2. Em que momento você percebeu que a paternidade iria moldar também o seu perfil profissional?
A ficha caiu quando precisei ser mais do que multitarefa: eu era pai, provedor e cuidador. Isso me fez desenvolver uma organização quase cirúrgica com o tempo, e mais do que isso: aprendi a escutar, acolher, resolver. Tudo isso passou a fazer parte da minha atuação na Concede. Ser pai me fez um profissional mais empático e eficiente.
3. Você fala com emoção de conciliar a vida empresarial com a paternidade. Qual foi o maior desafio nesse equilíbrio?
O maior desafio foi nunca deixar faltar amor e nem nenhuma outra necessidade. Enquanto meus colegas pensavam em crescer no mercado, eu pensava em como crescer como ser humano. Tive que ser firme sem perder, muitas vezes deixando a doçura de lado, e isso refletiu nos meus negócios. A Concede cresceu junto comigo, porque ali também coloquei valores de cuidado, justiça e compromisso.
4. A Concede completa 20 anos. Que papel essa trajetória tem na sua história como pai?
A Concede não é só uma empresa — é um símbolo de luta e da minha fé. Cada cliente atendido, cada benefício conquistado, foi fruto do esforço de alguém que voltava para casa e precisava estar inteiro para meu filho, ajudar com a lição de casa, brincar e contar histórias para dormir.
5. O que o Matheusinho representa na sua vida hoje?
Ele é meu espelho e meu legado. Ver o homem que ele se tornará me enche de orgulho. Ele acompanha de perto todas as batalhas, as noites mal dormidas, as vitórias pequenas e grandes. Hoje, mais do que filho, ele é meu parceiro, meu amigo. Mesmo ainda pequeno, é gigante no ato de compartilhar amor e parceria. E cada sorriso dele me mostra que vale a pena.
6. O que você diria para os pais que acham que não conseguem dar conta de tudo?
Digo que não é fácil mesmo, mas é possível. Não existe pai perfeito, mas existe pai presente e disposto. A gente erra tentando acertar. E quando se tem amor verdadeiro, esse amor guia, ensina e fortalece. Ser pai me ensinou que a força vem do afeto, e que o tempo dedicado jamais é perdido.
7. Como é ser um empresário de sucesso reconhecido em Piracicaba e, ao mesmo tempo, alguém tão envolvido na rotina do filho?
É um orgulho duplo. Meus colegas de trabalho me viram crescer como profissional, mas também como pai. Construir uma trajetória que merecesse respeito é o maior legado que eu gostaria de deixar ao meu filho. Saber que o Matheus empresário nunca deixou de ser o Matheus pai, com certeza é o sucesso do qual mais me orgulha. É um presente de Deus.
8. O que você espera para o futuro, como pai e como empreendedor?
Como pai, desejo continuar sendo referência, apoio e inspiração para o Matheusinho. Quero vê-lo seguir seus sonhos, e ele sabendo que estarei sempre ali de abraços abertos, com o meu mais sincero sorriso, sempre disposto a ajudá-lo. Como empresário, quero que a Concede continue sendo um instrumento de transformação social, ajudando pessoas a conquistarem seus direitos. E que nunca falte humanidade nos nossos serviços.
9. E qual mensagem você deixa neste Dia dos Pais?
Que ser pai é muito mais do que prover — é participar, sentir, crescer junto. Que os homens não tenham medo de assumir suas vulnerabilidades, suas emoções. A paternidade transforma, fortalece e humaniza. Meu filho me tornou o homem que sou. E agradeço a Deus por cada segundo dessa caminhada.
10. Por fim, o que o Matheusinho te ensinou que você leva até hoje nos negócios?
Ele me ensinou que o valor das coisas está no cuidado. Seja um cliente, um colaborador ou um filho, todos querem ser ouvidos, acolhidos e respeitados. A sensibilidade que aprendi com o Matheusinho é um diferencial. Ele é, sem dúvida, meu maior mestre.