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Prédio do Mercadão é patrimônio histórico de Piracicaba

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Desde sua inauguração, o prédio passou por reformas estruturais que modificaram sua arquitetura original
Desde sua inauguração, o prédio passou por reformas estruturais que modificaram sua arquitetura original

O Mercadão Municipal completou neste ano 137 anos de muitos bons serviços prestados a Piracicaba e região. Inaugurado em 5 de julho de 1888, o espaço foi criado com o objetivo de concentrar em um só lugar a comercialização de alimentos e outros produtos de uso cotidiano. Desde então, tem funcionado como centro de abastecimento e ponto de encontro entre comerciantes e consumidores.

A proposta para a criação de um mercado público surgiu pelo menos três décadas antes da inauguração. Documentos históricos apontam que, em 1858, o tema foi debatido em uma sessão da Câmara dos Vereadores de Piracicaba. A construção do prédio, no entanto, só foi concretizada 30 anos depois, em um período em que a cidade passava por transformações urbanas e econômicas.

Desde sua inauguração, o prédio passou por reformas estruturais que modificaram sua arquitetura original. As intervenções foram realizadas para ampliar o espaço interno e adaptar o imóvel às exigências sanitárias e funcionais impostas pelo crescimento da cidade e pelas mudanças no perfil do comércio local. Ao longo dos anos, diferentes administrações públicas realizaram obras que também buscaram preservar o uso do espaço.

Em 1987, o edifício foi reconhecido oficialmente como parte do patrimônio histórico de Piracicaba. O tombamento foi realizado pelo Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba), quando o mercado completava 99 anos. Foi o primeiro imóvel da cidade a receber essa proteção, com base em critérios de relevância cultural e histórica.

Atualmente, o Mercadão abriga dezenas de boxes que comercializam alimentos, produtos naturais, utensílios e outros itens. O local também é usado por moradores e visitantes como ponto de passagem e convivência. Apesar das alterações ao longo do tempo, o mercado mantém sua função original como centro de comércio popular.

A gestão do espaço é de responsabilidade da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Nos últimos anos, o mercado também tem sido incluído em roteiros turísticos e ações culturais promovidas por entidades públicas e privadas da cidade.

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