
Três detentos da Penitenciária Wellington Rodrigo Segura, em Presidente Prudente (SP), vão a júri popular acusados de matar brutalmente um colega de cela. Ladson dos Santos Pereira, o “Zoio de Gato”; Sandro dos Santos, o “Pesadelo”; e Diogo Batista da Silva Claudiano, o “Corintiano” são apontados como responsáveis pelo assassinato triplamente qualificado de Anderson da Silva, conhecido como “Carro Roubado”.
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O crime ocorreu em 14 de março do ano passado. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima foi atacada no banheiro da cela com um espeto de alumínio e um pedaço de espelho quebrado. O trio perfurou o corpo de Anderson, tentou degolá-lo e retirou seus órgãos, colocando-os em um balde. O cadáver permaneceu no local por quase 12 horas, até ser retirado na manhã seguinte.
Os acusados alegam que o homicídio foi resultado de um "salve" da facção carioca Amigos dos Amigos (ADA), rival do Primeiro Comando da Capital (PCC), que domina o sistema prisional paulista. Segundo depoimentos, a ordem teria partido dos chamados "pilotos" da facção, identificados apenas como “Cabelo” e “Ageu”.
Zoio de Gato afirmou ter assumido a missão após outro preso, o "Lealdade", se recusar a cumpri-la. Pesadelo confirmou essa versão e disse que Cabelo pressionou para que a ordem fosse executada. Já Corintiano nega participação direta, mas também aponta o suposto envolvimento da ADA.
Contudo, o Ministério Público desconsidera a versão do "salve" e aponta que a motivação do crime foi fútil: uma briga envolvendo uma barra de chocolate. De acordo com testemunhas, Anderson teria denunciado que Corintiano roubava chocolates de outro preso, identificado como Jota. Essa delação teria resultado na execução de Anderson como punição.
Ainda segundo a denúncia, presos relataram ter sido ameaçados pelos acusados para sustentarem a versão de que o assassinato foi ordenado por uma facção. O promotor João Paulo Giovanini Gonçalves afirmou que a história do “salve” foi uma invenção para encobrir o real motivo do crime.