
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nessa quinta-feira (20) a ordem executiva para reduzir significativamente o Departamento de Educação. A medida, que cumpre uma promessa de campanha, pode enfrentar desafios legais e depende da aprovação do Congresso para ser completamente implementada.
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A Casa Branca afirmou que o objetivo da decisão é transferir a responsabilidade da educação para as famílias e os estados, minimizando a influência do governo federal. No entanto, críticos alertam para possíveis impactos no financiamento estudantil e na proteção de direitos educacionais.
Segundo a secretária de Educação, Linda McMahon, a ordem instrui a agência a "tomar todas as medidas necessárias" para seu fechamento gradual, garantindo a continuidade de programas essenciais, como bolsas estudantis e apoio a crianças com necessidades especiais. Apesar disso, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, esclareceu que o departamento não será encerrado completamente, mas sofrerá grande redução.
A decisão gerou forte reação de sindicatos de professores e políticos democratas. A Federação Americana de Professores prometeu contestar a medida na Justiça, enquanto o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, classificou a iniciativa como "destrutiva" e pediu intervenção dos tribunais.
Pesquisas recentes mostram crescente insatisfação com a qualidade da educação nos EUA. Enquanto Trump defende que a descentralização permitirá um ensino de melhor qualidade nos estados, opositores argumentam que a mudança pode aumentar desigualdades e dificultar o acesso a programas federais.
O Departamento de Educação foi criado em 1979 para coordenar programas educacionais federais e garantir financiamento estudantil. A ordem executiva de Trump representa um dos maiores esforços para desmantelar a agência, mas sua implementação ainda enfrenta barreiras políticas e jurídicas significativas.
*Com informações da Fox News