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Calor extremo envelhece mais rápido, revela estudo

Por Claudio César |
| Tempo de leitura: 2 min
Claudinho Coradini/JP
A longa exposição ao calor acima dos 32 graus pode acelerar o envelhecimento.
A longa exposição ao calor acima dos 32 graus pode acelerar o envelhecimento.

Uma descoberta pioneira revelou que a exposição prolongada a temperaturas acima de 32°C pode acelerar o declínio do organismo ao alterar processos epigenéticos. Em um país como o Brasil, frequentemente atingido por ondas de calor e temperaturas próximas dos 40°C, essa constatação representa um alerta para a saúde da população.

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O pioneiro estudo publicado recentemente na revista Science Advances revelou que, dependendo da frequência de exposição às sensações térmicas acima dos 32 graus, as pessoas podem envelhecer até 2,4 anos, devido ao envelhecimento biológico acelerado. Os riscos de doenças e mortes também aumentam com o forte calor.

Como essas temperaturas podem acelerar o envelhecimento?

Pesquisadores estudam os efeitos do calor extremo no organismo humano, com foco especial em pessoas mais velhas. Evidências indicam que temperaturas elevadas podem acelerar o envelhecimento celular e aumentar o desgaste do corpo, impactando processos biológicos essenciais.

Especialistas apontam que a exposição prolongada ao calor pode alterar marcadores epigenéticos responsáveis por regular a atividade dos genes, o que pode levar a um envelhecimento mais acelerado em regiões de clima quente. Além disso, a sensação térmica, que combina temperatura e umidade, intensifica o esforço do organismo para manter sua temperatura interna estável, elevando o risco de desidratação e complicações cardiovasculares.

Para avaliar esses impactos, cientistas classificam os dias quentes em diferentes categorias, desde níveis moderados até condições extremas, quando as temperaturas podem ultrapassar 50°C. Esses dados ajudam a entender como o calor afeta a população e orientam a criação de estratégias para minimizar seus efeitos.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que idosos evitem exposição prolongada ao calor intenso, mantenham-se bem hidratados e busquem ambientes frescos sempre que possível. Pequenas mudanças na rotina podem ajudar a reduzir os impactos das altas temperaturas no envelhecimento e na saúde.

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