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Jesus, a melhor inspiração para qualquer líder


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Um historiador Judeu chamado Flávio Josefo - que viveu na época de Jesus Cristo – fala sobre Ele em sua famosa obra “Antiguidades Judaicas”: “… entretanto existia, naquele tempo, um certo Jesus, homem sábio… Era fazedor de milagres… ensinava de tal maneira que os homens o escutavam com prazer… Era o Cristo, e quando Pilatos o condenou a ser crucificado, esses que o amavam não o abandonaram e Ele lhes apareceu no terceiro dia…” Apenas cito este como exemplo, pois temos inúmeros outros documentos históricos.

Mas quem foi Jesus Cristo? Qual o seu legado?

Além de realizar sua Grande Missão aqui na Terra, Jesus nos deixou valiosos exemplos de vida, de personalidade, de sabedoria, de autoconhecimento. Mesmo fazendo milagres, seu diferencial era o comportamento. E é neste campo que vou focar hoje.
Como Psicanalista e estudioso da mente, me espanta o quanto Ele foge de qualquer previsão que se possa fazer do ser humano.

Ao invés de “exigir” que todos pensassem como Ele, simplesmente ensinou o valor da liberdade, foi categoricamente contra a insensatez dos valores e regras daquela época, mas com coerência, argumento, fundamentação e, principalmente, com exemplo. Tinha um alto grau de autoconhecimento e autodomínio, comprovados por uma de suas frases: “Se alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me acompanhe”. (Mateus 16,24). Apenas quem tem consciência do seu valor e de seus objetivos deixa livre, entende e respeita a decisão do outro.

Este é o amor que Ele pregava. Um amor sem necessidade de “receber algo em troca” ou satisfazer algum prazer ilusório, emocional ou material, mas em função de algo mais sublime, abrangente, superior.

Da mesma forma, pregava um perdão sem interesse em “ter algo em troca”, ou defender algo que não se queira perder... Um perdão de dentro para fora. Autêntico.

Por conta de Sua Missão de resgatar a humanidade para Deus e de tantos contratempos psíquicos que viveu, teve todos os motivos para ser depressivo, ansioso ou ter outros transtornos. Era incomodado, questionado, injuriado e precisava exercer a tolerância como ninguém. Além disso, sabia quando e como iria morrer. Mas, impressionantemente, foi o homem mais equilibrado emocionalmente da história.

Jesus até poderia ter todos os homens do mundo aos seus pés, mas, para espanto de todos, lavou os pés dos seus discípulos, dando a lição preciosa da humildade, princípio da sabedoria.

Júnior Ometto é doutor em psicanálise e professor universitário

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