ARTIGO

Pão amanhecido e Jornal de ontem


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O “novo” sempre exerceu atração e fascínio sobre os humanos. Ele é o grande estimulante da criatividade. A curiosidade continua sendo a impulsionadora dos avanços contidos nos desejos das novidades, que constituem os alimentos. Elas são os alimentos que surgem em meio ao que é a “mesmice”, revitalizando a vontade de procurar as inovações.

Os valores do que já existe não são destruídos pelas novidades, pelo contrário, fortalecem a busca que evidencia os bons resultados obtidos nas andanças dos desejos, valorizando o “velho”.

Movimentos, modificações, transformações e revoluções são o resultado da procura da energia para a curiosidade. O pão, esse alimento sagrado e corriqueiro, consistia somente de dois ingredientes: farinha de trigo e água. Após serem misturados e amassados eram levados ao forno completando o ciclo da sua execução, pronto para ser consumido. Depois dessa fase outros modos de fazê-lo, somaram-se a outros ingredientes introduzindo paladares novos e formas diversas de apresentações atrativas.

Já o pão amanhecido perde sua atração ao estar na presença do pão “quentinho e crocante” que desperta um apetite de fazer inveja a qualquer degustador. Verifica-se que o “novo” prevalece como fator de desejo e escolha. Que fenômeno é esse em que o “novo” sempre é mais aceito? Será que é por provocar emoção que atentam para a novidade? O que sabemos é que a mesmice cansa; o “novo” descansa!

A criatividade artística é o fator principal para que o “novo” aconteça. Na ciência, nas pesquisas, na moda, nos costumes, na política, nos sistemas, na linguagem, na comunicação lá está ele.

Na comunicação o “novo” está presente nas notícias, nas estratégias, na forma, nos contrastes, no equilíbrio e no sensacional. Os meios de comunicações tem se aprimorado em dar as notícias quase que instantaneamente ao acontecimento. A competição entre os concorrentes fica cada vez mais acirrada a tal ponto que o “Furo jornalístico” ganhou espaço na admiração popular pela velocidade com que é emitida, com isso contado como vantagem, não pelo que o conteúdo encerra, mas pela novidade. Nestes casos o melhor seria dar notícia antes dela acontecer, marcando o “gol” da vitória. O Jornal de ontem de papel continua a perder sua força e seu fim está sendo no banheiro, para forrar o chão onde os gatos e cachorros podem fazer suas necessidades e virtualmente estará ocupando a memória do seu celular.

O “novo” sempre forma a correlação entre o conhecido e o desconhecido e para cada ser humano ela é singular. A correlação grupal tem sua energia potencializada pelo tamanho do grupo, como impacto de novidade proporcional do número de envolvidos.

Na política, o “novo” tem sido preponderante, haja vista os resultados eleitorais dos últimos tempos. O desconhecido continua provocar a “magia” nos acontecimentos, pois mesmo sabendo que ao passarem a existir, não teríamos a oportunidade de conhecê-los antes de se pronunciarem.

A mente está sempre à procura de coisas novas e dessa forma nutre a esperança de dias melhores, olhando para a “Bola de Cristal” para que nos revele o futuro. O ano que se inicia faz parte desse contexto com grande expectativa de um ano novo repleto de coisas e que sempre sejam direcionadas para o “Beeemmm”, alimentando uma sociedade pujante, desejamos um Feliz Ano “Novo”!!! 2025! Com um abração!

Walter Naime é arquiteto-urbanista e empresário

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