Piracicaba fechou 2024 com um volume de exportações que coloca a cidade na quinta posição entre as que mais exportam no Estado de São Paulo. Apesar da boa colocação, Piracicaba perdeu uma posição em relação a 2023. Ocorre que as exportações piracicabanas foram menores no ano passado e o volume de importações aumentou. O déficit comercial no acumulado do ano aponta que as importações no município cresceram 8% em relação a 2023, enquanto as exportações encolheram quase 11%.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em 2023, a cidade exportou US$ 3,53 bilhões e importou US$ 2,94 bilhões. Neste ano, exportou US$ 3,15 bilhões e importou US$ 3,18 bilhões.
Os produtos mais exportados pela cidade foram pás carregadeiras, bulldozers, niveladoras, pás mecânicas, entre outros. Produtos dessa linha corresponderam a 50% do total exportado. Já produtos da linha agro, como açúcares, correspondem a 13% do volume total.
Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações da cidade. Com os compradores norte-americanos foram negociados US$ 1,33 bilhão, valor inferior ao ano de 2023, quando a cidade vendeu para os Estados Unidos US$ 1,64 bilhão.
À frente de Piracicaba no ranking, estão Santos, que lidera a lista com US$ 6,6 bilhões, seguido de São Paulo, que exportou US$ 5,4 bilhões, São Bernardo do Campo, com exportações de US$ 3,7 bilhões e São José dos Campos, que exportou US$ 3,6 bilhões.
O economista Ricardo Buso analisa que a primeira grande alteração em 2024 foi a inversão do saldo comercial, de superavitário em 2023 (em cerca de US$ 587 milhões), para levemente deficitário em 2024 (em cerca de US$ 32 milhões), ou seja, no ano passado as importações no município (US$ 3,18 bilhões) superaram as exportações (US$ 3,15 bilhões), o que já havia acontecido, por exemplo, em 2020 e 2022.
“Tal característica não chega a ser um problema e costuma variar de região para região, conforme as vocações produtivas. O Estado de São Paulo, em seu conjunto, registrou deficit comercial no período, com exportações de US$ 71 bilhões e importações de US$ 76 bilhões”, explica.
O economista avalia que, no caso das importações, há “estabilidade entre a representatividade dos itens na pauta total, com destaque para partes e acessórios dos veículos automotores (13% do total) e partes reconhecíveis como exclusiva ou principalmente destinadas às máquinas e aparelhos (9% do total).”
De acordo com Buso, as vendas externas apresentaram mudanças mais substanciais mudanças foram substanciais. “O grupo que abriga itens como bulldozers, angledozers, niveladoras, raspo transportadoras, pás mecânicas, escavadoras, carregadoras e pás carregadoras, perdeu participação no total, entre 2023 e 2024, de 63% para 50%, o que representou cerca de US$ 651 milhões a menos em vendas ao exterior. Enquanto isso, açucares de cana mais que dobrou sua participação no total entre 2023 e 2024, de 6% para 13%, uma variação nominal positiva em cerca de US$ 219 milhões”, afirma.