LITERATURA

Biografia de Arthur Maurano é lançada hoje na Società Italiana

Por Da Redação | Jornal de Piracicaba
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Reprodução

A Società Italiana Di Mutuo Soccorso de Piracicaba recebe nesta quinta-feira (7) o lançamento da biografia de Arthur Maurano, escrito pelo jornalista Romualdo da Cruz Filho e pelo ex-presidente do IHGP (Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba), Pedro Vicente Maurano, filho de Arthur. O livro refaz a trajetória de um homem comum, mas que revela inúmeras histórias que resgatam o cotidiano da vida de imigrantes italianos em São Paulo. O evento de lançamento acontece a partir das 19h.

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O desejo de Pedro, filho de Arthur, era o de traçar o perfil de um homem comum, pai de família e trabalhador. “Estruturar uma biografia não é um exercício que se faz sem um bom aquecimento preliminar. Especialmente quando os documentos para amparar a trajetória do personagem em questão são exíguos e a memória familiar já não alcança mais a exatidão dos seus passos”, diz. Para tirar a ideia do papel, convidou o jornalista Romualdo da Cruz Filho, que aceitou a missão.

“Trabalhávamos juntos no Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba. Ele, como presidente da entidade, eu, como jornalista responsável pela divulgação das atividades. Quando Pedro Maurano me convidou para dar forma ao livro, aceitei com entusiasmo e, também, com muita dúvida sobre minha capacidade para esta proposta tão complexa”, conta Romualdo Cruz.

Enquanto Pedro Maurano coletava os documentos sobre seu pai e avós, guardados pela família, Romualdo estudava a história da Itália do século 19, que era o berço da família Maurano, e a história de São Paulo, que era o ambiente onde Arthur Maurano se revelaria.

Aos poucos, as conexões entre datas, ambientes e momentos políticos foram fazendo sentido e se entrelaçando para compor um pano de fundo sobre o qual a imagem de Arthur Maurano foi ganhando forma e movimento. “Fazíamos reuniões permanentes e discutíamos sobre dados históricos e acontecimentos que poderiam explicar o comportamento dos meus avós, a chegada deles no Brasil, a fixação no Brás, em São Paulo; a cultura religiosa de Amália Rizzo, minha nona; a libertinagem de Costábile Maurano, meu nono. A fusão desses valores que formataram o estilo impar do meu pai foi um processo. Nascia assim um personagem coeso e autônomo, que parecia circular pela São Paulo desvairada e nos convencia de que aquelas cenas eram reais”, recorda Pedro Maurano.

A intenção maior de Pedro Maurano, como presidente do IHGP, era estimular as famílias piracicabanas, especialmente descendentes de italianos, para que tornassem públicas as histórias dos seus ancestrais. “A cidade tem muita informação sobre os grandes nomes italianos: Dedini, Ometto, Brunelli, D’Abronzo, Guidotti, enfim. Mas existem outras tantas histórias bacanas que são importantes conhecer para a composição de uma realidade mais integrada e integral. Há, sem dúvida, os personagens principais, mas há também os coadjuvantes, sem os quais nada acontece”, disse Pedro.

Ele, Pedro Maurano, sequer imaginava em sua infância que sua mãe, Ernesta Ometto, fosse filha de um dos homens mais importantes do setor agrário da região de Piracicaba, Pedro Ometto. Foi inclusive esse fator que o trouxe para Piracicaba e o fez fixar raízes em solo caipiracicabano. “Meu pai definiu uma estratégia para conquistar minha mãe que redimensionou a vida dele e nos fez nascer com uma cultura meio caipira, meio paulistana. Meus irmãos preservam, na fase adulta, o lado paulistano, apesar de terem vivido partes significativas de suas vidas em Piracicaba. Eu, por outro lado, ao me vincular aos negócios dos meus avós e tios, me tornei Piracicabano”, detalha.

Comentários

1 Comentários

  • LEA WANDA MAURANO 07/05/2025
    Também faço parte, com muito orgulho, da família Maurano. Sou filha do médico Flavio Américo Maurano, já falecido. Meu avô, Domenico Antonio Maurano, ainda adolescente, veio para São Paulo ainda no século 19, acompanhando seu pai que já havia morado nesta cidade, mas retornando à Itália (Castellabate) para se casar e lá ficando. Seu filho, meu avô, ao contrário, preferiu o Brasil para viver, e formar família, junto com sua esposa italiana. Mas, por muito tempo manteve contato com os Mauranos, daqui e de lá. E outros Mauranos, aos poucos, vieram juntar-se ao meu avô e família. infelizmente, à medida que o tempo passava e os poucos Mauranos se tornaram muitos, foram-se afastando uns dos outros até perderam-se de vista. Mas, aproveito antão a oportunidade para mandar um grande abraço a todos vocês. Felicidades! LÉA WANDA MAURANO