MEMÓRIA

IHGP relembra piracicabanos que participaram da Revolução de 1932

Por Da Redação | Jornal de Piracicaba
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Divulgação

Acontece hoje (9), na Praça José Bonifácio, no centro de Piracicaba, a cerimônia em memória aos 92 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. O evento começa às 8h30 e será realizado em frente ao Memorial do Soldado Constitucionalista, que fica na praça. A cerimônia será realizada pelo IHGP (Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba).

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A iniciativa tem apoio do gabinete do vereador Pedro Kawai (PSDB). A apresentação será comandada pelo presidente do IHGP, o jornalista Edson Rontani Júnior. Ele lembra que a data é relevante para Piracicaba, já que em 1932, cerca de 10% da população aderiu ao levante e foi para os campos de batalha. À época, a cidade tinha aproximadamente 28 mil habitantes. “Muitas famílias sentiram a ausência de seus membros em seus lares nos três meses do conflito social, que tirou a vida de mais de 13 piracicabanos, como Ennes de Silveira Mello, primeiro jovem da cidade que tombou no conflito armado contra as forças federais comandadas pelo presidente Getúlio Vargas”, diz.

O evento vai começar às 8h30, com a execução de músicas por cerca de 70 membros da Banda União Operária, regida pelo maestro Jonatas Dionísio. A Banda foi convidada pois foi ela quem animou os voluntários que partiram de Piracicaba em 16 de julho de 1932, acompanhando os 200 membros do Batalhão Piracicabano até a estação da Luz em São Paulo, além de ter desfilado com eles pela rua Boa Morte, da praça 7 de Setembro (hoje José Bonifácio) até a Estação da Paulista, onde aconteceu o embarque dos soldados.

Em seguida serão realizados pronunciamentos pelo vereador Pedro Kawai, pelo presidente do IHGP, Edson Rontani Júnior, que abordará a participação dos piracicabanos na Revolução, professor Vitor Vencovsky, da Academia Piracicabana de Letras, que falará sobre os escritores e seus envolvimentos com a batalha, e demais autoridades convidadas. A Revolução Constitucionalista de 1932 começou no dia 9 de julho e terminou em 2 de outubro de 1932, e teve como protagonista o Estado de São Paulo, insatisfeito com o governo Getúlio Vargas, principalmente com a centralização promovida pelo então presidente. O exército paulista resistiu por três meses contra as tropas nacionais, mas foi derrotado. A batalha se estendeu por todo o estado de São Paulo e nas regiões fronteiriças com os estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.
Ao final do evento, será depositada uma coroa de flores, cedida pela Abil Grupo Unidas, que ficará no Monumento ao Soldado Constitucionalista.

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