ENTREVISTA

Rubens Ometto: 'Por que não vão atrás do informal, do sonegador?'

O piracicabano Rubens Ometto Silveira Mello, de 74 anos, sócio-fundador da Cosan, deu entrevista para o Brazil Journal

Por Da Redação | 10/06/2024 | Tempo de leitura: 2 min

Divulgação

Rubens Ometto Silveira Mello é sócio-fundador da Cosan
Rubens Ometto Silveira Mello é sócio-fundador da Cosan

O piracicabano Rubens Ometto Silveira Mello, de 74 anos, sócio-fundador da Cosan, é um dos maiores empresários do Brasil. Em 2021, foi considerado pela revista Forbes como um dos dez maiores bilionários brasileiros, com um patrimônio estimado de 46 bilhões de reais.

No último domingo (9), ele deu entrevista para o Brazil Journal, portal especializado em economia, negócios e inovação. O empresário fez uma análise geral da economia, do quadro fiscal do Brasil e do governo Lula 3. E critica: “Por que não vão atrás do informal, do devedor contumaz, do sonegador?”

Ometto foi mais além: “As empresas sérias não aguentam mais pagar essa taxa de juros e pagar impostos do jeito que esse País está fazendo,” disse. O empresário frisa que "sempre acreditou no potencial do Brasil", mas confessa estar "desanimado".

Mostrou sua preocupação com a questão fiscal. "Desde o começo, quando este arcabouço fiscal foi lançado, eu não acreditei nele. Por quê? Porque ele é baseado na ideia de permitir aumentar as despesas na medida em que a receita aumentasse – e não reduzir as despesas nem o estoque da nossa vida. Esta é uma visão oposta à de incentivar a inicitaiva privada", conclui.

Segundo Rubens Ometto, se o governo "organizasse tudo isso e controlasse a questão fiscal, os juros cairiam pelos motivos certos – e aí esse País voltaria a crescer, voltaria a se desenvolver – como nós vimos, aliás, no Governo Lula 1. O presidente poderia repetir (...). Ele sabe fazer".

Questionado sobre como o Brasil poderia resolver a questão fiscal, Ometto defende "fazer o óbvio". "Precisamos de uma reforma do Estado. Significa mais eficiência e uma menor necessidade de arrecadar".

"O crime organizado já está assumindo a liderança neste setor. Eles já tem mais de mil postos de combustível, e já compraram mais de 4 usinas. Obviamente, eles não pagam impostos, e ninguém faz nada a respeito", critica.

Leia aqui a entrevista na íntegra ao Brazil Journal.

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