SAÚDE

Obesidade infantil: médico alerta para riscos e cuidados

Por Da Redação | Jornal de Piracicaba
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Divulgação

O dia 3 de junho marca o Dia Mundial de Combate à Obesidade Infantil e serve como reflexão sobre a saúde de crianças e adolescentes; uma vez que o problema tem se tornado um desafio crescente no Brasil e no mundo, com previsões alarmantes para o futuro.

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Segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Panamericana da Saúde, 12,9% das crianças brasileiras com idade entre 5 e 9 anos, e 7% dos adolescentes entre 12 e 17 anos, já enfrentam a obesidade. O Atlas Mundial da Obesidade 2024 alerta que, até 2035, metade das crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos no Brasil poderá estar com sobrepeso ou obesidade.

Este aumento na prevalência de obesidade entre os jovens é preocupante; pois a projeção indica que a taxa anual de crescimento da obesidade entre crianças e adolescentes brasileiros será de 1,8% entre 2020 e 2035. Isso representa mais de 20 milhões de jovens com Índice de Massa Corporal (IMC) elevado.

"A obesidade infantil não é apenas um problema estético, mas um grave risco para a saúde, podendo levar a doenças como hipertensão, diabetes tipo 2 e gordura no fígado", considerou o gastroenterologista João Secamilli, do plano Santa Casa Saúde Piracicaba.

Ele destaca a importância de envolver toda a família no combate à obesidade infantil e lembra que o  tratamento é individualizado, pois depende muito da rotina dos indivíduos. Também enfatiza a necessidade de estabelecer uma rotina alimentar saudável e de evitar a disponibilidade de guloseimas em casa. “As crianças precisam ser incentivadas a participar do preparo das refeições, aprender sobre a importância de uma alimentação equilibrada. Além disso, os pais devem servir de exemplo, praticando e incentivando a atividade física regular”, alerta.

A obesidade infantil, segundo ele, é agravada por fatores como o consumo de alimentos hipercalóricos, o sedentarismo e a má qualidade do sono. "O uso excessivo de tecnologias também contribui para a falta de atividades físicas e padrões de sono irregulares, afetando os hormônios que regulam a fome e a saciedade", disse Secamilli, lembrando que a  obesidade compromete  a saúde física e prejudica o bem-estar mental e social.

Ele ressalta, ainda, que iniciativas como o programa Saúde Inteligente, do Santa Casa Saúde Piracicaba, estão em andamento para combater essa epidemia por meio de orientação alimentar, estímulo à atividade física e acompanhamento com equipe multiprofissional especializada. “Este Dia Mundial de Combate à Obesidade Infantil serve como um lembrete da urgência de ações concretas para reverter essa tendência e da capacidade que cada um de nós temos de fazer a nossa parte, promovendo hábitos saudáveis desde cedo, de forma a garantir um futuro mais saudável para as próximas gerações”, disse o médico.

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