FUTEBOL FEMININO

Copa 'muda patamar' do esporte no país? Piracicabanos opinam

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
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Divulgação
Maria Eloisa: ‘seria um avanço em um país que não liga muito para o futebol feminino’
Maria Eloisa: ‘seria um avanço em um país que não liga muito para o futebol feminino’

A confirmação do Brasil como a sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 será um “divisor de águas” para a modalidade em nosso país. Pelo menos para os mais otimistas, esse evento era o que faltava para o Brasil “mudar de patamar” na modalidade, com maior investimento e, consequentemente, mais resultados positivos dentro de campo.

Pela primeira vez na história, a América do Sul receberá uma edição do torneio. Na madrugada do último dia 17, na Tailândia, a Fifa anunciou o Brasil como o país-sede. A nossa candidatura superou Bélgica, Alemanha e Holanda, que apresentaram candidatura conjunta. No Congresso da Fifa, o Brasil levou a melhor por um placar de 119 a 98 do trio europeu.

Essa vitória anima os envolvidos diretamente com a modalidade, como técnicos, jornalistas, dirigentes e jogadoras. Logicamente, ninguém pede equiparação com o futebol masculino, que tem mais de 100 anos de história, mas todos esperam um maior reconhecimento no Brasil.

Para a jornalista piracicabana Patrícia Sant’ Ana, esse evento no Brasil “ajudará na valorização do futebol feminino e irá desempenhar um papel importante para o crescimento do futebol feminino no país”, diz. “Vamos torcer para as meninas conquistarem a primeira copa, pois estarão jogando em casa e com a torcida a favor, o que faz muita diferença”, acredita.

“O mundial feminino de futebol é um evento de grande importância e impacto para o país”, explica o técnico Leandro Silva, que comandou o time feminino do XV de Novembro no Paulista da Divisão Especial do ano passado – quando o time ficou com o vice-campeonato.

“Eu vejo como um prêmio para o futebol feminino. Mesmo com muitas dificuldades, a gente consegue formar atletas de alto nível que estão representando o Brasil nos melhores campeonatos, principalmente Europa e Estados Unidos”, complementa o técnico João Salles, do Caldeirão FC, que trabalha com revelação de meninas para o futebol.

Além da evolução dentro das quatro linhas, a Copa traria mais recursos financeiros ao Brasil. “Um evento dessa escala traria benefícios econômicos e turísticos, impulsionando a economia local. Irá trazer melhorias em infraestruturas esportivas e urbanas, deixando, teoricamente, um legado para o país”, teoriza Leandro.

A jovem Maria Eloisa Souza Gaiad, de 14 anos, também não vê a hora do evento chegar ao Brasil. “Eu acho muito legal a vinda para o Brasil do Mundial Feminino. Eu vejo como um incentivo para nós. Pois isso, seria um avanço em um país que não liga muito para o futebol feminino”, opina.

Maria Eloisa sonha com o futebol profissional em um futuro não muito distante, daí sua empolgação com o maior evento do futebol brasileiro em terras tupiniquins. Para chegar a seu objetivo, ela intercala os estudos do 8º ano na EE Antonio Pinto de Almeida Ferraz, o Apaf, no bairro Caxambu, com os treinos na escolinha do Ceti Piracicaba, do professor Marlon Ferreira. "Quero ser jogadora", crava.

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