TECNOLOGIA

Copa do Mundo Feminina de Futebol no Brasil x Crimes Digitais

Por José Milagre | 18/05/2024 | Tempo de leitura: 3 min

Na madrugada desta sexta-feira (17) o Brasil foi definido como sede da Copa do Mundo Feminina de Futebol em 2027. Em eleição durante o Congresso da Fifa, na Tailândia, a candidatura brasileira derrotou a europeia, formada por Alemanha, Bélgica e Holanda. Será a primeira vez da competição na América do Sul. O país será agora sede da 10ª edição do torneio feminino. No projeto enviado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) à Fifa, foram propostos dez estádios para a competição, entre eles o Mineirão (Belo Horizonte), Beira-Rio (Porto Alegre), Mané Garrincha (Brasília), Arena Pantanal (Cuiabá), Arena da Amazônia (Manaus), Arena Fonte Nova (Salvador), Arena de Pernambuco (Recife), Arena Castelão (Fortaleza), Maracanã (Rio) e a Neo Química Arena (São Paulo). Com a venda de ingressos on-line e grande expectativa econômica, é importante ficar atento aos golpes digitais que podem acontecer até o fim do evento.

Golpes

Eventos de visibilidade mundial são um prato cheio para golpistas que desejam tirar vantagem de usuários digitais com pouco conhecimento ou que querem evitar filas para comprar seus ingressos. Recentemente, muito se falou na compra de ingressos por bots e a venda de convites on-line por cambistas, ambas atividades ilegais que podem ser caracterizadas como crime contra a economia popular, com pena de até 2 anos de prisão, além de outros crimes como o falso ingresso ou ingresso duplo que se enquadram como estelionato.

Como me proteger?

A forma mais segura de não cair nos golpes é comprar do site oficial do evento. Qualquer outro caminho pode resultar em perda financeira e frustração, além disso, procure se informar em canais oficiais do evento ou da produção, como Instagram, Facebook ou site oficial. Busque informações também na imprensa, em portais de notícias e veículos confiáveis Uniticket, BlueTicket, Ingresso Digital, Central dos Eventos e Sympla são algumas das empresas que comercializam ingressos de forma regular, mas sempre se atente ao vendedor.

Pontos a observar…

Quando for realizar a compra é importante verificar o site de venda. Eles precisam ter certificado de segurança, que pode ser averiguado no endereço eletrônico iniciado pela sigla "https" e que exibe, ao lado do endereço na barra de navegação, um ícone em forma de cadeado. O cadeado é a comprovação de que o site tem requisitos de segurança no tráfego de dados. Mas, cuidado, bandidos já falsificam certificados de sites!

De forma complementar, você pode analisar os seguintes pontos:

1. Preços abaixo do original: caso a oferta seja de um ingresso em um valor abaixo do que foi divulgado pelo vendedor/organizador oficial, desconfie.

2. Transferência de ticket: uma forma segura de garantir uma compra e venda fidedigna é exigir a transferência do ingresso no site do evento. Quem compra o ingresso pode transferir para outro nome na maior parte dos sites oficiais, mas a operação precisa ser feita antes do download.

3. Solicitação de dados pessoais e financeiros: caso alguém solicite informações que fogem à finalidade da compra do ingresso, pode ser um golpe para também roubar seus dados. A orientação é para que compras online sejam realizadas com cartões virtuais e para que sejam apagados depois da compra, para evitar clonagem e outras formas de uso indevido.

Além do risco de obter um ingresso falso, existem situações em que um mesmo ingresso verdadeiro é comercializado para várias pessoas. Após a primeira leitura no acesso ao evento, o ingresso se torna inválido. Se a oferta de ingresso surgir não em um site de revenda, mas em um post de uma pessoa conhecida em sites e redes sociais, a atenção precisa ser ainda maior pois, muitos perfis são hackeados diariamente para aplicação de golpes e, nesse caso, seria interessante ligar para pessoa para confirmar se é ela mesmo que está vendendo o suposto convite nas redes.

Se for vítima, registre um boletim de ocorrência e procure um advogado especialista de sua confiança.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do SAMPI

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