EDUCAÇÃO

Taxa de alfabetização de Piracicaba é de 97,2%

Por André Thieful |
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/JP
A queda na taxa de analfabetismo ocorreu em todas as faixas etárias.
A queda na taxa de analfabetismo ocorreu em todas as faixas etárias.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou nesta sexta-feira (17) os resultados do Censo Demográfico 2022 Alfabetização. De acordo com os dados, a taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais em Piracicaba é de 97,62%, índice superior à média nacional, que é de 93%.

No país, os números mostram que, dos 163 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade, 151,5 milhões sabiam ler e escrever um bilhete simples e 11,4 milhões não sabiam. Assim, a taxa de alfabetização para esse grupo foi de 93,0% em 2022 e a taxa de analfabetismo foi de 7,0%. No Censo 2010, as taxas de alfabetização e analfabetismo eram de 90,4% e 9,6%.

Em Piracicaba, de acordo com os dados do Censo de 2022, 341.405 pessoas acima de 15 anos de idade sabem ler e escrever um bilhete simples e 8.309 não sabem. Entre as etnias, o índice de alfabetização é maior na raça amarela (99,2%), seguida da raça branca (98,4%), preta (96,1%) e indígena (94,6%).

No país, as pessoas de cor ou raça branca e amarela com 15 anos ou mais de idade tiveram as menores taxas de analfabetismo, 4,3% e 2,5%, respectivamente. Já as pessoas de cor ou raça preta, parda e indígena do mesmo grupo etário tiveram taxas de 10,1%, 8,8% e 16,1%, respectivamente.

Ou seja, as taxas de analfabetismo de pretos e pardos são mais que o dobro das dos brancos, e a de indígenas é quase quatro vezes maior. No entanto, de 2010 para 2022, a diferença entre brancos e pretos caiu de 8,5 para 5,8 pontos percentuais e a vantagem também ficou menor em relação a pardos, de 7,1 pontos percentuais para 4,3 pontos percentuais, e indígenas, de 17,4 pontos percentuais para 11,7 pontos percentuais.

QUEDA EM TODOS OS GRUPOS

A queda na taxa de analfabetismo ocorreu em todas as faixas etárias. Em 2022, o grupo mais jovem de 15 a 19 anos atingiu a menor taxa de analfabetismo (1,5%) e o grupo de 65 anos ou mais permaneceu com a maior taxa de analfabetismo (20,3%), mas teve a maior queda em três décadas, passando de 38,0% em 2000, para 29,4% em 2010 e 20,3% em 2022, uma redução de 17,7 p.p. desde 2000 (queda de 46,7%).

“Esse comportamento reflete, principalmente, a expansão educacional, que universalizou o acesso ao ensino fundamental no início dos anos 90, e a transição demográfica, que substituiu gerações mais antigas e menos educados por gerações mais novas e mais educadas”, explica Betina Fresneda, analista da pesquisa.]

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