
Um estudo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq (Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz) mostrou que o piracicabano precisa trabalhar, em média, 95 horas e 20 minutos, equivalente a 3,97 dias inteiros, para conseguir comprar os itens da chamada “Cesta do Decreto”, que são os produtos mínimos para uma alimentação saudável e balanceada de uma família. A cesta básica definida pelo Governo Federal inclui grupos de alimentos como carnes, cereais (arroz, feijão), farinhas, legumes, café, frutas, açúcar, óleos e gorduras e ovos.
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A pesquisa, relacionada ao mês de fevereiro, mostrou que o preço dos alimentos que compõem a Cesta do Decreto chegou a R$ 611,84, equivalente a 46,84% do salário mínimo. Os itens analisados, porém, ainda são relacionados ao decreto da cesta básica assinado em 1938, que estava em vigor na data da pesquisa. Em março de 2024, o presidente Lula (PT) assinou um novo decreto, que atualiza os itens de acordo com as necessidades da população e matrizes culturais regionais.
Segundo a pesquisa do Cepea, os itens analisados tiveram alta de 0,10% com relação ao mês de janeiro de 2024, quando o preço da cesta era de R$ 611,22. Os alimentos que tiveram as maiores altas foram o tomate (29,03%), manteiga (10,95%) e o feijão (5,99%). Já os itens que se destacaram pela redução do preço foram a batata (15,09%), carne (6,55%) e o óleo (5,73%).
Além disso, a pesquisa mostrou que os piracicabanos precisam trabalhar mais tempo para comprar os produtos da cesta do que em algumas capitais. Segundo a pesquisa, o preço dos itens em Piracicaba é maior do que em cidades como Salvador, onde as pessoas precisam trabalhar 94 horas e 9 minutos para comprar a cesta; Natal, onde é necessário 90 horas e 16 minutos para comprar os itens; e João Pessoa, onde os trabalhadores devem trabalhar 87 horas e 57 minutos para garantir a cesta do decreto.
O Índice de Cesta Básica de Piracicaba é elaborado mensalmente pelo Geddes (Grupo de Extensão em Economia e Gestão e Desenvolvimento Sustentável) da Esalq, e pelo Gephac (Grupo de Extensão e Pesquisa em História e Evolução da Agricultura e dos Complexos Agroindustriais), sob orientação do professor Carlos Eduardo de Freitas Vian.
Comentários
2 Comentários
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Emerson 19/04/2024A inflacao oficial, está totalmente fora da verdade
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Angela Maria 18/04/2024Tudo muito caro, assim fica difícil pra nós trabalhadores