O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Piracicaba registrou o terceiro caso de raiva em morcego na cidade em 2024. Segundo informações da prefeitura, o animais foi encontrado morto em uma calçada na rua das Piracanjubas, no Jupiá, sem informação de contato com humanos ou com outros animais. Ainda de acordo com as informações da prefeitura, o resultado foi confirmado na última sexta-feira (22), pelo laboratório do CCZ de São Paulo.
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O morcego encontrado é de hábito insetívoro (se alimenta de insetos), da família molossidae e espécie Nyctinomops laticaudatus, tendo um papel ecológico extremamente importante, fazendo o controle de insetos no ambiente. Um único animal dessa família pode coletar até 500 mosquitos por hora, capturando seu alimento em pleno voo. De acordo com a bióloga do CCZ, Regina Lex Engel, os morcegos urbanos não são agressivos, mas eles podem morder para se defender quando se sentem ameaçados. “Assim, quando estão caídos no chão, podem estar doentes, já que não têm o hábito de ficar no solo, e assim, nessas condições, podem contaminar, acidentalmente, tanto animais domésticos (cães e gatos) como o homem, pois estão expostos a qualquer tipo de contato”, alertou.
Os outros dois casos de raiva em morcegos em Piracicaba foram registrados em janeiro, na região central, e em fevereiro, no Dois Córregos. Os dois animais também tinham hábitos insetívoros. Em 2023, foram confirmados cinco casos positivos de morcegos com raiva.
Em nota, a SMS (Secretaria Municipal de Saúde) orientou a população para que, caso encontrem morcegos caídos, vivos ou mortos, entrem em contato com o CCZ para orientação. O CCZ funciona de segunda à sexta-feira, das 7h às 16h, e aos sábados, das 7h às 13h. O telefone é 3427-2400. Além disso, a SMS informou que mantém a vacinação antirrábica para cães e gatos em posto permanente na sede do CCZ (rua dos Mandis, s/n°, bairro Jupiá) durante o ano todo.
“O CCZ está devidamente preparado para realizar ações de bloqueio necessárias em caso de surgimento de algum caso confirmado para a doença em animais, conforme preconiza orientações do Ministério da Saúde e Governo do Estado de São Paulo, o que não ocorre neste momento”, informou em nota.