Três lagoas da antiga estação de esgoto do bairro Cecap podem ser o principal foco de proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, daquela região, que é a que concentra o maior número de registros da doença. As lagoas em questão integravam o sistema de tratamento da estação e estão inutilizadas há mais de dez anos. Ocorre que a água permaneceu e não tem para onde escoar.
Piracicaba tem situação preocupante por conta da doença. De acordo com dados do painel da dengue, da Secretaria Estadual de Saúde, a cidade já tem 1.396 casos confirmados até esta quinta-feira (22) e mais de 1.300 casos prováveis (todos aqueles notificados como suspeitos que ainda não foram descartados). A cidade, também, tem 3.321 notificações desde o dia 1° de janeiro de 2024.
O funcionário de uma loja de materiais de construção, Vinícius Sampaio, disse que a maioria dos colegas de trabalho já pegou dengue. “É um problema não só para a gente da loja, mas para os moradores do bairro. Aqui tem um alto índice de dengue. A gente tenta usar uma dessas armas (raquetes elétricas) contra os pernilongos, repelente, mas está sendo difícil”, disse. Ele explica que os pernilongos aparecem mais no começo da manhã e no fim da tarde. “De manhã, até umas dez horas e depois das 15h30, 16h, fica bem difícil. Esses três lagos próximos ao bairro traz uma concentração muito grande mosquito”, afirma. A denúncia das condições da antiga estação de tratamento de esgoto do Cecap foi feita pelo funcionário do Semae, José Carlos Magazine.
A prefeitura foi questionada sobre as condições do local e enviou a seguinte nota: “O Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) informa que faz parte do planejamento de ações a recuperação da área verde no local e o esgotamento das lagoas do espaço. A Secretaria de Saúde informa que o local não apresenta condições para desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue. Equipes do PMCA visitaram o local na tarde desta quinta-feira (22) e verificaram, também, que as lagoas estão livres de lixo doméstico e de qualquer tipo de inservíveis que possam ser um criadouro do Aedes. Dessa forma, não é necessária a realização de nebulização no local”.
MAIS CASOS - O total de casos de dengue em Piracicaba representa quase 60% do total de toda a área de abrangência do DRS-10 (Departamento Regional de Saúde).
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