A Câmara de Piracicaba vai votar na sessão de quinta-feira (15) um requerimento que questiona as ações da prefeitura para conter o avanço da dengue na cidade. De acordo com o último levantamento, enviado pela SMS (Secretaria Municipal de Saúde) na última sexta-feira (9), a cidade já soma 869 casos de dengue, registrados entre o dia 1° de janeiro e o dia 9 de fevereiro. Além disso, foram contabilizadas 2272 notificações. Nenhum óbito foi confirmado.
Segundo o balanço, a região mais afetada pela doença é a Leste, com 485 casos confirmados, seguida da região Sul, com 115. A região Norte tem 96 casos, enquanto a zona rural tem 64 confirmações e o Centro, 59. Além disso, a Prefeitura informou que 49 confirmações aconteceram na região Oeste e uma confirmação não teve localização identificada.
O requerimento é de autoria do vereador Cássio Luiz Barbosa (PL), o Cássio Fala Pira. Segundo o documento dirigido ao secretário de saúde, Augusto Muzilli Júnior, o vereador quer saber datas e locais que devem receber pulverizações e os arrastões para a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti. Entre outros questionamentos, o vereador quer acesso ao número de atendimentos prestados a pessoas com dengue em 2024 nas unidades de saúde do município e quantos casos da doença foram registrados em 2022 e 2023.
"Com uma nova epidemia de dengue em 2024, necessitamos urgentemente de um amparo do município a fim de orientar e combater novos casos e evitar novas mortes. O Poder Executivo tem o dever de direcionar esforços em todas as frentes de combate à proliferação do mosquito causador da doença, inclusive na fiscalização de residências e imóveis que possam levar à multiplicação desmedida de focos", citou o vereador no requerimento.
AÇÕES
Na última sexta-feira, a SMS divulgou o primeiro boletim semanal com dados da doença em 2024. Segundo a pasta, os números serão divulgados toda semana, sempre às sextas-feiras, e ocorrerá até que o número de novos casos da doença seja estabilizado.
Segundo a SMS, a divulgação dos casos tem como objetivo manter a população informada da situação da saúde em Piracicaba, além de orientar os cidadão nos cuidados de prevenção, evitando, principalmente, o acúmulo de água parada e materiais que possam ser foco para a reprodução do Aedes aegypti, transmissor da doença.
Com relação às vacinas, a Secretaria Estadual de Saúde informou que ainda não há previsão de chegada dos imunizantes a Piracicaba, e que depende do envio das doses pelo Ministério da Saúde. A pasta do governo foi questionada sobre a previsão de envio das doses para a região, mas não retornou o contato.
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