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Dengue se alastra em Piracicaba: 784 casos registrados; destes, 440 estão na zona leste

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação/Prefeitura de Piracicaba
Angela Pavinato mostra que em sua casa tem muitas plantas, mas não há nada que possa acumular água e se tornar um criadouro do mosquito da dengue
Angela Pavinato mostra que em sua casa tem muitas plantas, mas não há nada que possa acumular água e se tornar um criadouro do mosquito da dengue

A Secretaria de Saúde de Piracicaba segue com o trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Além das ações de rotina como mutirões, arrastões e entradas forçadas em imóveis abandonados, o reforço agora vem das Unidades de Saúde da Família (USF).

Desde o começo do ano, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) ampliaram sua atuação e também realizam, de segunda a sexta-feira, visitas às residências com foco na orientação a população sobre a dengue.

Nesta semana, o trabalho foi ampliado na região Leste da cidade, onde se concentra mais da metade dos casos positivos de dengue na cidade: dos 784 casos confirmados na cidade entre 01/01 a 06/02, 440 foram somente nesta região, ou seja, 56% do total.

Entre os bairros da zona leste estão Santa Rita, Pompeia, Dois Córregos, Morumbi, Vila Independência, Vila Monteiro Unileste, Piracicamirim, Cecap, Residencial Eldorado.

As agentes de saúde também estiveram na rua Campo Limpo Paulista, no Cecap, logradouro onde a maior parte dos moradores foi contaminada pela dengue, como é o caso da aposentada Sônia Maria Pereira Maestro, 76 anos. “É horrível ter dengue. Peguei há duas semanas, passei muito mal, a doença veio bem forte em mim e fiquei até de cama, mas hoje já estou bem. Tenho minhas plantinhas aqui e cuido para não ter mosquito, mas eu também converso com os vizinhos para que eles também façam a parte deles. É importante que as pessoas deixem os agentes de saúde entrem nas casas, vistoriem, passem um pente fino, olhem tudo, para não dar oportunidade do mosquito se reproduzir e contaminar um monte de gente igual aconteceu aqui na nossa rua”, alertou.

Moradora na mesma rua, Neide Lopes da Silva Paiva, 54 anos, lamentou o ocorrido na rua onde mora e agradeceu o trabalho das ACSs. “É aquela coisa que já sabemos, mas muitos ainda não entendem. Precisamos fazer a nossa parte, limpando as calhas, não deixando objetos que possam acumular água e se tornem um local de reprodução do mosquito. O Aedes quando vem com tudo pode causar muito estrago, como fez aqui na nossa rua com muita gente doente. Por isso o trabalho das agentes se faz importante”, afirmou.

Na região Oeste, mesmo não estando em situação alarmante para a doença, o trabalho continua. O usuário da USF Jardim Vitória, o pedreiro Zerivaldo Mendes Cardoso, 61 anos, e morador da comunidade Nova Conquista recebeu a visita dos agentes de saúde e afirmou que não quer o mosquito da dengue dentro de sua casa. “Eu quero este mosquito bem longe, por isso nem plantas eu tenho. Mas é bom sempre conversar com o vizinho e alertar sobre os cuidados. As agentes de saúde estão nos orientando certinho e agradecemos toda a atenção que elas dão para nós. Já tive dengue, foi muito ruim. Não quero pegar de novo e não desejo que ninguém fique doente, por isso é muito importante receber nossos amigos agentes (de saúde) em casa”, reforçou.

Sônia Aparecida Rubia, 58 anos, moradora do Jardim Vitória, reforça que a prevenção é muito importante. “Já peguei dengue, tive muita dor no corpo e febre. Moro aqui há 39 anos e sempre peço à comunidade que apoie as ações da Prefeitura e também faça sua parte, cuidando bem das suas casas, limpando as calhas, tampando as caixas de água, os tambores que guardam água da chuva”, lembrou.

As funcionárias da USF Eldorado 1 também estiveram na casa da aposentada Angela Claudete Nalesso Pavinato, 65 anos, para uma visita surpresa. “Gosto quando as equipes do postinho vêm. Tenho minhas plantas e cuido bem delas, não deixo nada que possa acumular água para que o mosquito venha aqui e se reproduza. Aqui eu quero distância da dengue”, disse.

Apesar da correria do dia a dia, aos 50 anos, Regineide Rodrigues Viana, a Régia, que está há 28 anos no bairro e desde 2007 atua como ACS, enfatiza que cuidar da população do seu bairro é o que ela mais gosta de fazer, porém não é algo tão simples. “É um desafio diário, principalmente nas comunidades onde o fluxo de pessoas é bem grande, infelizmente. Precisamos dar uma atenção especial nestes espaços exatamente por isso, para que todos tenham a informação correta sobre as doenças e as devidas prevenções e tratamentos”.

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