MEIO AMBIENTE

CPFL começa a liberar aguapés da represa do Salto Grande no rio Piracicaba

Por André Thieful |
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo/JP
Cetest autorizou vertimento de macrófitas
Cetest autorizou vertimento de macrófitas

A CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) começa a liberar, nesta segunda-feira (05), pelas comportas da PCH (Pequena Central Hidrelétrica), os aguapés que tomam o espelho d´água da represa do Salto Grande, em Americana. O procedimento estava programado para o começo do mês, mas foi adiado a pedido da Cesteb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). A autorização para o vertimento foi comunicado ao Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) na sexta-feira (02).

Por esse motivo, a autarquia informou que precisará intensificar o monitoramento da água distribuída no município, aumentando a frequência das análises, também a partir desta segunda-feira. “Diante do comunicado recebido da CPFL, o Semae vai aumentar a quantidade de avaliação da água e, caso alguma alteração seja constatada, divulgará as informações à população, por meio de seus canais oficiais, e à imprensa, bem como notificará a CPFL e a Cetesb, conforme o protocolo de divulgação de comunicados noticiado pela Prefeitura em 16 de janeiro”, informou a Prefeitura.

No comunicado da CPFL ao Semae, consta que “dentre as novas exigências estabelecidas (no parecer técnico da Cetesb) está a interrupção do procedimento de vertimento caso a vazão do rio Piracicaba esteja inferior à 60 m³/s na altura da estação Carioba. Diante deste contexto, considerando que as análises prévias foram executadas pela CPFL, bem como observa-se que a vazão do rio Piracicaba e os padrões de qualidade da água estão adequados, a CPFL irá iniciar o procedimento a partir do dia 5 de fevereiro de 2024”. E o comunicado continua: “Reiteramos nosso compromisso e responsabilidade com a atividade em questão, onde manteremos uma equipe de monitoramento ao longo do rio Piracicaba, durante todos os dias de vertimento”. Na manhã desta segunda-feira (05), a vazão do rio Piracicaba, na altura de Carioba, em Americana, estava em 70,5 m³/s.

MOTIVO

O aporte de altas cargas orgânicas na represa ocorre devido ao processo de uso e ocupação da bacia do rio Atibaia, um dos afluentes do rio Piracicaba, o que resulta na degradação da qualidade ambiental da bacia e cria condições favoráveis para a colonização por macrófitas aquáticas – mais popularmente conhecidas como plantas aquáticas – de parte do espelho d’água da represa de Salto Grande.

A diminuição da proliferação e do acúmulo dessas plantas podem ser realizados por alguns métodos de manejo, como a remoção mecânica, o deplecionamento do reservatório, vertimento controlado, controle químico e biológico. Atualmente, a PCH Americana realiza regularmente a remoção mecânica das plantas do reservatório e, em dezembro, obteve autorização da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) para realizar o vertimento dessas plantas pela barragem de Salto Grande.

De acordo com a CPFL, a manobra de vertimento controlado envolve a abertura da comporta de superfície da PCH Americana, com uma saída controlada de água, onde as plantas aquáticas seguem o fluxo natural, chegando no rio Piracicaba já quebradiças, o que reduz significativamente sua capacidade de sobrevivência e reprodução. "Vale ressaltar que as macrófitas liberadas pela PCH Americana são diferentes das que já existem no rio Piracicaba. Elas são mais frágeis, ocorrem em baixas proporções ao longo do fluxo principal do rio e têm uma baixa probabilidade de se proliferar descontroladamente", informa a Companhia.

Clique para receber as principais notícias da cidade pelo WhatsApp.

Siga o Canal do JP no WhatsApp para mais conteúdo.

Comentários

Comentários