COMUNIDADE LGBTQIA+

Petição pela gratuidade na retificação de nomes trans será lançada nesta segunda (29)

Por Fernanda Rizzi | fernanda.rizzi@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Acervo ONG Casvi
Colaboradores e Coletivo LGBTQIA+ da ONG Casvi no lançamento da Frente Parlamentar LGBTI na Alesp em junho de 2023
Colaboradores e Coletivo LGBTQIA+ da ONG Casvi no lançamento da Frente Parlamentar LGBTI na Alesp em junho de 2023

Em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, nesta segunda (29), às 19h, no Sindicato dos Municipais de Piracicaba (rua Ipiranga, 553, Centro) em Piracicaba, será lançada uma petição on-line para a criação de Lei Estadual para tornar gratuita a retificação e nome de pessoas trans. O evento, organizado pela ONG Casvi, Conselho Municipal de Políticas para LGBT de Piracicaba e MovCasp (Movimento Capivari Sem Preconceitos), contará com o depoimento de pessoas trans de Piracicaba que já conseguiram retificar seu nome nos documentos, falas de ativistas da Região Metropolitana de Piracicaba e atividades culturais com artistas LGBTQIA+.

Segundo Anselmo Figueiredo, coordenador geral da ONG Casvi e atualmente presidente do Conselho Municipal LGBT, órgão ligado à Secretaria Municipal de Governo da Prefeitura de Piracicaba, a maior dificuldade que as pessoas trans encontram é justamente com relação ao pagamento. “Atualmente a pessoa gasta uma média de R$ 220, contando com o valor da nova certidão de nascimento, certidão negativa de protestos e reconhecimento de firma. Se a pessoa não for natural do município onde está residindo e requerendo a retificação do nome, os custos são ainda maiores, podendo chegar a mais de R$ 400”, ressalta.

Atualmente, a mudança de nome e gênero nos documentos é possível sem a necessidade de uma ação judicial. Maiores de 18 anos pode requerer ao Cartório de Registro Civil de origem a adequação de sua certidão de nascimento ou casamento à sua identidade de gênero. O Provimento n. 73/2018, da Corregedoria Nacional de Justiça, restringe a alteração somente ao prenome e ao nome (como Filho, Sobrinho ou Júnior). Não podem ser alterados os nomes de família, nem o novo nome pode coincidir com o prenome de outro membro da família.

Os voluntários da ONG Casvi retiram todas as certidões necessárias que são obtidas de forma on-line e gratuita, “mas a pessoa acaba desistindo pela falta de recursos financeiros para dar andamento na retificação ou ainda por ter sofrido transfobia por parte dos atendentes dos cartórios, temos vários casos”, relata Figueiredo.

A ONG CASVI
A ONG Casvi possui um Plantão de Atendimento semanal que atende e recebe denúncias de LGBTifobia, faz orientações sobre prevenção às IST, HIV e Aids, teste rápido para HIV por coleta de fluído oral, distribuição de preservativos masculinos e femininos, e desde que saiu o Provimento do CNJ e a resolução do STF, em 2018, que autoriza a retificação de nome de pessoas trans diretamente nos cartórios, recebe muitos pedidos de apoio, orientação e acompanhamento.

Clique para receber as principais notícias da cidade pelo WhatsApp.

Comentários

Comentários