UNIVERSIDADE DE SP

Piracicabanos contam experiência em ter feito parte de pilares históricos da USP

Em 25 de janeiro, uma das melhores instituições de ensino do Brasil completa 90 anos de fundação

Por Nani Camargo | 22/01/2024 | Tempo de leitura: 3 min
nani.camargo@jpjornal.com.br

Marcos Santos/USP

Vista interna da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco
Vista interna da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco

Na semana em que a USP completa 90 anos - em 25 de janeiro - o Jornal de Piracicaba foi conhecer a experiência de piracicabanos que se formaram nos quatro pilares históricos da instituição.

José Vicente Caixeta Filho fez engenharia civil na Politécnica de SP entre 1980 a 1984. “A USP contribuiu com minha vida profissional e uma grande tomada de decisão foi a escolha da minha área de atuação: logística associada ao agronegócios. Por estar na Esalq, tive a oportunidade de introduzir essa matéria em Piracicaba. Sou grato pela minha formação”, declarou ele (foto abaixo), diretor da Esalq entre 2011 e 2015.

O advogado Marcelo Batuíra - diretor do JP - se formou em 1993 pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. “Lembro-me com orgulho de subir pela primeira vez as escadarias da faculdade e apreciar seu belo vitral. Também chamada de faculdade ‘das Arcadas’ por conta dos arcos que rodeavam o páteo central, o edifício trazia uma longa tradição histórica que remontava ao dia 11 de agosto de 1827, quando Sua Majestade Imperial D. Pedro I criou em São Paulo e em Olinda. Fico feliz por ter feito parte dessa história, hoje quase bicentenária. Minha melhor lembrança era da enorme biblioteca e do setor ‘proibido’ aos alunos, onde eram guardados livros antigos”, diz ele (abaixo)

A engenheira agrônoma Sonia Piedade se formou em 1981 na Esalq. “Aprendi muito na graduação, conheci pessoas importantes para a minha caminhada. Fiz mestrado e doutorado em Ciências na Área de Concentração de Estatística e Experimentação Agronômica. Entrei para o quadro de docentes em 1994. Sou professora titular da Esalq e tenho muito orgulho da minha profissão, dos meus alunos e da minha escola. Estou na coordenação do Curso de Engenharia Agronômica e a Esalq é tudo na minha vida profissional”.

Neurologista, Theo Perecin tem orgulho de ter feito medicina em Ribeirão Preto (1982 a 1991). “A USP tem patrimônio consolidado por sua história tanto na qualidade estrutural como na docência que permite a perpetuação de excelência na qualidade de ensino”.  Sua mãe Marly Perecin escreveu livro sobre a Esalq chamado “Passos do Saber”.

‘Oportunidade da USP fazer um balanço’,  diz reitor

Quando foi fundada em 1934, a Universidade de São Paulo se estabeleceu principalmente sobre cinco pilares – quatro deles históricos, como a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (criada em 1827), a Escola Politécnica (1893), a Escola de Agricultura de Piracicaba (1901), que se tornaria a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, e a Faculdade de Medicina (fundada em 1912). Um quinto pilar foi criado justamente pensando na nova universidade: a FFCL (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras) que, desmembrada e renomeada em finais dos anos 1960, daria lugar à  FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e a várias outras unidades, como o Instituto de Física e o Instituto de Química.

Um concerto da Osusp (Orquestra Sinfônica da USP) na Sala São Paulo vai marcar o início das comemorações pelos 90 anos da Universidade. O aniversário é celebrado no dia 25 de janeiro, data em que o então interventor federal no Estado de São Paulo, Armando de Salles Oliveira, assinou o decreto de criação da instituição em 1934.

Para o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior, o evento será um momento de muita simbologia e de reconhecimento a respeito do que a história da USP representa para a sociedade: “90 anos é uma efeméride que precisa ser comemorada, e é ao mesmo tempo uma oportunidade para a Universidade fazer um balanço de suas atividades e pensar o seu futuro. A colaboração com a sociedade por meio da formação de recursos humanos altamente qualificados e suas pesquisas tem sido fundamental para o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil”, afirma.

No final de 2023, o RUF (Ranking Universitário Folha), organizado pelo jornal Folha de S. Paulo, classificou a  USP como a melhor instituição de ensino superior do Brasil. É a sexta vez que a universidade figura no topo da lista desde a criação da avaliação, em 2012, e o terceiro ano consecutivo em que alcança a melhor posição.

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