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Ex-aluna da EEP, Lígia Mackey é a primeira mulher eleita presidente do Crea-SP

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação

Ex-aluna da EEP (Escola de Engenharia de Piracicaba), a engenheira civil Lígia Marta Mackey, de 55 anos, se tornou a primeira mulher eleita para assumir a presidência do Crea-SP, maior conselho profissional da América Latina. Agora, a profissional ficará à frente da entidade, que reúne mais de 350 mil profissionais e 95 mil empresas, no triênio 2024-2026.

A profissional vem conquistando um espaço importante, não só dentro do Crea, mas em toda a área de atuação dos engenheiros. Num mercado tradicionalmente masculino, em 90 anos de Crea, com 67% dos votos, ela será a primeira mulher a comandar a instituição.

“Com certeza essa é uma vitória para todas as mulheres da área, um resultado concreto de que estamos avançando em direção a uma sociedade com mais equidade de gênero. Quando entrei no mercado, há três décadas, éramos apenas 15 mulheres em uma turma de 120 alunos. Fui a quinta engenheira formada da minha cidade, Rio Claro, e mesmo depois de formar, foi difícil conquistar espaço. Onde eu chegava, era questionada”, disse Lígia, que  ocupou a vice-presidência do Crea em 2022.

Além de comemorar uma vitória no meio profissional, a presidente celebra, também, a vida. Em 2020, descobriu um câncer de mama. Ela avalia que enfrentar a doença a motivou ainda mais e entender o valor dela. “Eu descobri o câncer de mama de maneira repentina e muito no início da doença. Isso reforça a importância de realizar exames periódicos”, contou. “Em nenhum momento parei de trabalhar. Estive presente em todos os compromissos, com todos os cuidados necessários. Isso fez com que eu me motivasse e entendesse o meu valor”, completou.

EDUCAÇÃO
Aluna da EEP entre 1988 e 1993, Lígia relembra que a faculdade foi um período essencial. “A EEP foi muito importante para a minha formação, sou muito grata ao que vivi. Além dos amigos que fiz, que tenho contato até hoje, a Escola me capacitou e me formou para o que a Engenharia e o mercado de trabalho realmente precisavam. Eu tenho muito orgulho em ser engenheira e carregar o nome da instituição”, disse.

E além de destacar a formação que teve na EEP, a presidente considera que a busca por novos engenheiros, formados em instituições de qualidade, será o diferencial para o mercado, que segue aquecido. “Análises desses dados mostram que a procura tem sido tanta que, em algumas áreas, já faltam profissionais capacitados para atender a demanda”, afirmou. “Neste sentido, a atuação do Crea-SP, que fiscaliza o exercício profissional, se torna ainda mais relevante, pois assim garantimos não só a valorização do profissional habilitado como a segurança da população e de todos os envolvidos nessas obras”, finalizou.

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