DIA DO FUSCA

Piracicaba e a paixão pelo veículo mais icônico do Brasil

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 3 min
Claudinho Coradini/JP
O empresário Maurício Benato com sua coleção: ‘As histórias com o Fusca são muitas’
O empresário Maurício Benato com sua coleção: ‘As histórias com o Fusca são muitas’

O carro mais amado pelos brasileiros, o Fusca, também tem o seu dia. Neste sábado (20), os adeptos desse simpático veículo com design inconfundível comemoram o Dia Nacional do Fusca, em referência a 20 de janeiro de 1959, data em que a Volkswagen iniciou a produção na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

O Fusca começou a ser produzido na Alemanha, com o nome de Volkswagen Sedan, logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945. No Brasil, a linha de montagem se estendeu de 1959 a 1986, mesmo ainda mantendo um ótimo desempenho em vendas. A fabricação foi retomada em 1993, diante das medidas de incentivo ao carro popular da época, e durou até 1996 com 42 mil exemplares entregues.

Para se ter uma ideia da idolatria pelo veículo, basta constatar de que existem centenas do chamado “Clube do Fusca” em território nacional. Nos encontros entre seus membros, há troca de experiências, conversas, histórias, compra e venda; mas o principal é a confraternização, a amizade criada entre os amantes do carro com formato de “besouro”.

“Eu formei grandes amigos durante os encontros. Tem um que eu gosto muito, que é em Curitiba, e lá a gente reúne muitos amigos”, conta o empresário piracicabano Maurício Benato, de 53 anos. Ele tem atualmente 23 Fuscas e algumas raridades. O mais curioso é que ele não gostava do modelo. Começou a se interessar após passar a frequentar esses encontros.

E o que mais o atrai neste icônico veículo? “O cheiro e o ronco do motor são o que mais me encanta”, declara Benato, que completa. “As histórias com o Fusca são muitas... É você pegar o carro, pôr na estrada e andar. Eu não sou muito de viajar longe com os carros. O clima de nostalgia, de ter um carro antigo... isso é o que mais encanta e os amigos que você forma no meio.”

Em sua coleção, Benato tem um fabricado em 1950, da primeira remessa de Fusca que veio para o Brasil – o modelo dele chegou ao país em dezembro de 1950 e é certificado pelo Museu da Alemanha. Já o primeiro de sua coleção foi o último modelo fabricado no Brasil, de 1996, Série Ouro, na cor prata. “Só foram fabricadas 700 unidades nessa cor e foi o primeiro de minha coleção”, lembra.

Já o mais raro da coleção do empresário é um Fusca 1969, alemão, conversível de fábrica e automático. “Acho que é o único que tem no Brasil”, orgulha-se.

O carinho que tem pelos veículos faz com que o empresário esteja sempre atento à manutenção e à conservação. Ele disse que todos estão em perfeito estado e, inclusive, anda com todos pelas ruas de Piracicaba e até em pequenas viagens. “Lógico que, às vezes, você vai sair com um e dá aquela ‘falhadinha’. Fusca não deixa de ser Fusca nunca”, brinca.

RESTAURAÇÃO

O empresário piracicabano Claudinei Aparecido Vitti, que trabalha com restauração de veículos, contou que já “reconstruiu” muitos carros, entre eles, cinco Fuscas. O preço salgado da restauração, conta Vitti, é compensado pela paixão de seus donos, que investem altas cifras (que podem chegar a R$ 60 mil ou R$ 70 mil) para ver o veículo “novinho em folha”.

Para o empresário, o interesse pelo Fusca é por ser “um carro simples, prático e com baixa manutenção”, explica Vitti, que também tem uma paixão pelo veículo há pelo menos 20 anos. “É como diz o ditado: ‘com uma chave de fenda, um alicate e um pedaço de arame você vai longe”, finalizou, para exemplificar a simplicidade do modelo.

Comentários

1 Comentários

  • ALFREDO SILVA NETO 22/01/2024
    EU TBM ADORO FUSCA