O estudo Mapa das Câmaras realizado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) mostra que a Câmara Municipal de Piracicaba, com 23 vereadores, custou R$ 40,9 milhões no período de um ano compreendido entre setembro de 2022 a agosto de 2023. Esse valor é referente a gastos com custeio e pessoal e significa que cada vereador custou ao município, no período, R$ 1,78 milhão.
No geral, o Legislativo custou para cada cidadão piracicabano R$ 96,93, considerando população de 423.323 habitantes. O orçamento total da Casa, em 2023, foi de R$ 54,3 milhões. O Mapa do TCE também mostra que a Câmara tinha, no período analisado, 97 servidores concursados e 91 comissionados.
Cidade com mesmo porte de Piracicaba, Jundiaí, com 443.116 habitantes, tem 19 vereadores e R$ 31,2 milhões em despesas de custeio e pessoal. O custo por vereador na cidade é de R$ 1,6 milhão. O gasto geral per capita para o cidadão jundiaiense é de R$ 70,59. A Câmara Municipal da cidade emprega 71 servidores concursados e 57 comissionados. Bauru, com 379.146 habitantes, tem 17 vereadores e despesa de R$ 21,3 milhões com pessoal e custeio. Cada vereador custou para a cidade R4 1,2 milhão. O Legislativo da cidade tem 59 servidores concursados e 41 comissionados. O custo per capita da Câmara de Bauru é de R$ 56,24.
O presidente da Câmara Municipal de Piracicaba, Wagner Oliveira (Cidadania) foi procurado pelo JP, mas não respondeu ao questionamento.
ESTADO - O valor per capita de Piracicaba com gastos do Legislativo é menor que a média estadual. Somados, as Câmaras Municipais dos 644 municípios paulistas, exceto a capital, custaram R$ 3,5 bilhões, o equivalente a R$ 107,29 por habitante. A Câmara Municipal mais cara foi a de Guarulhos, com custo aproximado de R$ 118,3 milhões em todo o período analisado, seguida por Campinas, com despesas de R$ 117,8 milhões. Já os gastos da Câmara de Osasco, terceira colocada, foram de 80,8 milhões. Os maiores valores per capita, contudo, foram das Câmaras de Borá (R$ 975,60), Nova Castilho (R$ 928,70) e Flora Rica (R$ 845,25). Nas cidades de Borá, Aspásia e Flora Rica, a receita própria do município ainda é inferior ao custo do Legislativo.
“Damos publicidade a esses dados justamente para que a população cobre os gestores e exija as mudanças necessárias para reverter essa situação. O controle social existe para isso”, disse o presidente do Tribunal, Sidney Beraldo.
Comentários
2 Comentários
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Tony Jose 19/01/2024Quando vai aparecer um vereador que goste de Piracicaba e não de dinheiro,pra trabalhar de graça ou quase.Quem se habilita? -
Jose Augusto 19/01/2024Não acham que é muito dinheiro,pago mensalmente a um vereador? Para praticamente não fazerem nada? Um salário de 20 mil já seriais quão suficiente para exercerem o cargo. E por isso que todos querem entrar lá e não querem mais sair.o Brasil precisa modificar tudo isso.