Caso Jamilly

CPI deve apresentar relatório final na 1ª quinzena de fevereiro

Por André Thieful |
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo
Câmara investiga atendimento que terminou com morte da criança
Câmara investiga atendimento que terminou com morte da criança

O relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga o atendimento prestado pela UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Frei Sigrist, na Vila Cristina, à menina Jamilly Vitória Duarte, de 5 anos, no dia 11 de agosto do ano passado, será lido no plenário da Câmara Municipal na primeira quinzena de fevereiro. A CPI teve início em setembro de 2023. A informação é do presidente da Comissão, Acácio Godoy (PP).

“Pretendemos na primeira quinzena. A primeira sessão acumula todos os trabalhos do recesso, apenas a leitura das matérias a darem entrada costumam ocupar boa parte do primeiro expediente. A partir das próximas sessões já devemos fazer a leitura”, explicou. De acordo com o vereador, a fase atual é de revisão técnica do texto e compilação dos dados, “porque cada gabinete ficou de fazer a sua contribuição ao relator”, disse.

O CASO

A menina Jamilly Vitória Duarte, de 5 anos, morreu no dia 12 de agosto, após ser picada por escorpião. A CPI investiga, principalmente, o fato de Jamilly ter passado por um primeiro atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Cristina, mas não ter recebido o soro antiescorpiônico na unidade. A UPA é referência para casos de picadas de escorpião e, desde 1º de julho, é administrada pela OSS (Organização Social de Saúde) Mahatma Gandhi.

A CPI constatou que, na noite do atendimento a Jamilly, o local estava abastecido com o soro antiescorpiônio, que não foi ministrado na criança. A equipe se dedicou à transferência da paciente para a Santa Casa, onde ela recebeu o soro, mas morreu no dia seguinte. O relatório vai apontar O passo a passo do atendimento dispensado à criança. Durante os trabalhos, os vereadores identificaram várias contradições nos depoimentos dos profissionais de saúde que participaram do atendimento.

Um dos depoimentos tomados para entender como foi o atendimento foi o da mãe de Jamilly. Ela foi ouvida no dia 9 de novembro. “Ali foi um momento de terror com a minha filha”, disse a mãe. “Eu não sabia o que fazer, só queria que passassem minha filha na frente, mas me disseram que eu tinha que aguardar como qualquer outra mãe. Quem estava lá viu o desespero da minha filha. Jamais imaginei que eu passaria por isso. Foi muita negligência da parte deles”

Comentários

Comentários