CHOCANTE

O que se sabe sobre a morte de 2 toneladas de peixes no rio Piracicaba

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
Dani Fernanda/Acorda Piracicaba
Cena chocou piracicabanos; alguns peixes estavam agonizando
Cena chocou piracicabanos; alguns peixes estavam agonizando

Piracicabanos ficaram chocados e tristes com a cena vista na manhã desta terça (2) no rio Piracicaba: milhares de peixes mortos às margens do manancial.

Estima-se que tenham morrido ao menos 2 toneladas de peixes.

Várias causas são apontadas. E laudos técnicos estão sendo preparados, para que seja descoberto o que causou o dano ambiental.

Análises da Cetesb feitas no rio Piracicaba constataram que os peixes encontrados às margens do rio já chegaram mortos ao local.

Segundo nota enviada pela companhia, uma das causas pode ser a proliferação de algas no rio Piracicaba, o que provoca a queda do nível de oxigênio dissolvido na água. Outra causa apontada pela agência é que a "baixa vazão do Rio, associada às altas temperaturas e concentração de poluentes na água, pode ter ocasionado floração de algas, causando um déficit de oxigênio dissolvido, elemento essencial para a vida aquática, causando a morte de peixes", segundo comunicado enviado pela Cetesb no final da tarde.

Os peixes mortos foram encontrados no trecho entre a rua do Porto e a avenida Cruzeiro do Sul.

Segundo o resultado preliminar dos testes, os peixes teriam vindo de regiões superiores do rio Piracicaba. Os técnicos da Cetesb coletaram amostras da água em diversos pontos do rio.

“Técnicos da Cetesb constataram peixes mortos em trechos do Rio Piracicaba, na manhã desta terça-feira (2), com indicativos de que espécimes já chegaram mortos ao município e uma das causas poderia ser a proliferação excessiva de algas, que provoca  a queda do nível de oxigênio dissolvido na água”, informou a agência em nota.

“A agência ambiental segue monitorando as águas do rio, em diversos trechos, com o objetivo de avaliar melhor a sua qualidade e características físico-químicas, buscando maior embasamento sobre as possíveis causas da mortandade”, completou.

ALGAS E ÁGUA VERDE - A proliferação de algas foi citada, também, como uma das causas para a coloração verde da água, identificada no último sábado, 30 de dezembro. Porém, o laudo da análise feita pelo professor Plínio Barbosa de Camargo, da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), apontou que as amostras coletadas não identificaram impactos negativos à qualidade da água.

"Mesmo com a sedimentação e a diminuição da vazão observadas no rio Piracicaba, não foi identificada nenhuma alteração significativa na condutividade elétrica. A coloração esverdeada não parece afetar esse aspecto da água de maneira notável", explicou.

O professor ressaltou que a presença de algas é a principal suspeita para a coloração verde, sugerindo que elas podem ter sido transportadas de regiões superiores do rio. Os dados revelaram que o pH da água do Rio Piracicaba está dentro dos valores normais, registrando 6,7. Esse resultado é considerado comum para a região, e não houve alterações significativas em relação aos padrões habituais.

"Os níveis de oxigênio na água são animadores, com cerca de 86%, equivalendo a 6,74 mg disponíveis. Este valor é considerado muito bom para a oxigenação e adequado para a vida aquática. Qualquer valor acima de cinco é considerado condição adequada, e nossas análises indicam que a presença de algas não comprometeu esses índices", afirmou o professor Camargo.

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