MORTE

Rio Piracicaba amanhece com peixes mortos nas margens

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Dani Fernanda/Acorda Piracicaba

As margens do rio Piracicaba amanheceram hoje (2) com uma grande quantidade de peixes mortos. Os animais foram encontrados por moradores e turistas da região entre a rua do Porto e a avenida Cruzeiro do Sul. Dezenas de espécies, como corimbatá, mandi e cascudos.

A morte dos peixes causou revolta na população, que lamentou a forma como o dia começou. “E gostaria de dar um feliz ano novo para vocês, mas eu não consigo. Cada vez a gente fica mais assustado com a quantidade de peixes mortos aqui. A gente tenta denunciar, todos tentam ligar para a Cetesb, mas não consegue”, disse Luís Fernando Magossi, conhecido como Gordo, que faz os passeios de barco pelo rio Piracicaba.

“Se você for pegar um peixinho para comer, você não pode. Está certo que agora é época de piracema e não pode mesmo, mas em época normal, não pode porque toma multa. Agora, morre esse monte de peixe e ninguém toma uma atitude. Todo ano morre peixe, ninguém resolve, ninguém descobre o que é”, completou.

A estimativa é a de que pelo menos duas toneladas de peixes morreram no rio Piracicaba. O período de piracema, que é quando os peixes sobem o rio para a reprodução, dura até o dia 29 de fevereiro deste ano. A Cetesb foi questionada a respeito da mortandade de peixes e informou que está acompanhando o caso.

ÁGUA VERDE
A mortandade de peixes acontece quatro dias após a água do rio Piracicaba amanhecer com uma tonalidade verde. O caso aconteceu no sábado (30). A principal suspeita para a mudança de cor é a presença de algas, de acordo com análise do professor Plínio Barbosa de Camargo, da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz).

Segundo o professor, as algas podem ter sido transportadas de regiões superiores do rio. "Os níveis de oxigênio na água são animadores, com cerca de 86%, equivalente a 6,74 mg disponíveis. Este valor é considerado muito bom para a oxigenação e adequado para a vida aquática. Qualquer valor acima de cinco é considerado condição adequada, e nossas análises indicam que a presença de algas não compromete esses índices", afirmou o professor Camargo.

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