SEGURANÇA

Para eles, noite de Natal é de trabalho: 'deixamos a família para cuidar das pessoas'

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Claudinho Coradini/JP

A celebração do Natal remete aos momentos em família e casa cheia. A expectativa é a de comemorar a data com pessoas queridas, entre parentes e amigos. O normal é esperar que todas as pessoas possam se desligar do trabalho para curtir. Mas, para alguns profissionais, essa data é de muito serviço. A rotina de trabalho não para nem nessa data especial.

Enquanto as festas acontecem pela cidade, os agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) de Piracicaba continuam a postos para manter a cidade segura. O trabalho dos agentes aumenta nessa época do ano devido à movimentação na área central e, também, ao número de chamados. “Essa época de final de ano é um período um pouco mais conturbado que o normal, é quando está todo mundo reunido, o pessoal bebe um pouco mais, então o nosso trabalho não pode parar”, disse a GCM Sheila, que integra a Patrulha Maria da Penha. “Na data, em especial, há muitos cumprimentos, inclusive na rede, é passado na nossa central”, completou a GCM Viviane, do Grupamento Ciclístico.

O plantão especial de fim de ano acompanha o horário ampliado do comércio, e vale, também, para o dia de Natal. Com essa mudança, é comum que os guardas tenham contato com outros agentes, com quem não têm contato no dia a dia. “A gente acaba tendo mais contato com guardas que não temos durante os plantões normais. Nós conhecemos um pouco mais os nossos colegas do período noturno”, disse a Viviane.

Mas a intensificação do trabalho começa antes das festas. Os patrulhamentos nessa época têm foco no comércio da cidade devido a movimentação de consumidores. Por isso, o patrulhamento é reforçado e funciona como prevenção. “A gente faz um patrulhamento preventivo, ponto de parada, contato com a população”, disse o GCM Campos, do Canil. “As crianças adoram e fazemos apresentações quando possível”, completou.

Enquanto a segurança da cidade é mantida pelos agentes, os trabalhadores da saúde estendem seus plantões. Com isso, esses trabalhadores dividem o pensamento. Enquanto fazem o melhor, a cabeça fica, também, na família. Porém, todos dizem que a satisfação por ajudar outras pessoas, principalmente nessa época, vale a pena. “A gente deixa a família para cuidar das outras pessoas na rua”, disse a GCM Viviane. “A gente quer estar com os nossos familiares, mas é gratificante ajudar a população”, completou Campos. “O que incentiva a gente a deixar a nossa família é essa sensação de saber que estamos ajudando as pessoas, especialmente no nosso ramo, da Maria da Penha”, afirmou Sheila.

Clique para receber as principais notícias da cidade pelo WhatsApp.

Comentários

Comentários