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Boreout: quando o tédio se torna um desafio no ambiente de trabalho

Por João Paulo Silva Bombo | joao.paulo@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
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Os prejuízos mentais e físicos associados ao Boreout no ambiente de trabalho são significativos, causando ausência de estimulo
Os prejuízos mentais e físicos associados ao Boreout no ambiente de trabalho são significativos, causando ausência de estimulo

No contexto atual, em que o Burnout tem sido discutido amplamente, um fenômeno menos mencionado, porém não menos impactante, é o Boreout, o oposto do excesso de trabalho, caracterizado por um profundo tédio e falta de motivação para desempenhar as tarefas profissionais.

De acordo com a psicóloga Nilza Nascimento, a falta de interesse nas atividades laborais pode surgir de várias formas, seja pela falta de envolvimento do profissional no que faz, pela percepção de irrelevância das tarefas ou pela execução de atividades mecânicas e monótonas.

"Identificar os sinais indicativos dessa síndrome pode ser muito importante. Para muitos trabalhadores, a "crise do fantástico", que emerge quando o final de domingo se aproxima e a segunda-feira desponta no horizonte, é um sinal claro. O simples pensamento de ir ao trabalho desencadeia desconforto. Os sintomas gerais incluem desânimo, falta de energia e uma notável procrastinação", destaca.

Para lidar com isso, a sensibilidade do líder é fundamental. Percebendo o desinteresse de um membro da equipe, é importante iniciar uma conversa, acolhendo suas queixas sem julgamento. Compreender a situação é o primeiro passo para encontrar soluções.

Os prejuízos, tanto mentais quanto físicos, associados ao Boreout no ambiente de trabalho são significativos. A ausência de estímulos pode afetar profundamente a saúde integral do indivíduo.

"O maior prejuízo reside no bem-estar emocional, levando a uma série de consequências para a qualidade de vida e até mesmo para a existência. A depressão é um dos riscos mais sérios diante da apatia e baixa expectativa em relação ao futuro", comenta Nilza.

Quando identificada a síndrome, a empresa e o profissional devem agir. A liderança em conjunto com o setor de Recursos Humanos pode investir em ferramentas de análise de perfil, realizar pesquisas de clima com mais frequência e desenvolver planos de carreira mais alinhados aos perfis individuais. Por sua vez, o profissional precisa avaliar suas motivações internas e dialogar abertamente com a liderança, buscando novos desafios ou oportunidades.

"Se não houver possibilidades de mudanças na empresa atual, a busca por recolocação é uma opção válida. Em casos persistentes de desânimo, buscar ajuda profissional é altamente recomendado".

O Boreout, embora menos reconhecido, é uma realidade que afeta a saúde mental e o desempenho no trabalho. Reconhecer os sinais, agir prontamente e buscar soluções são passos fundamentais para superar esse desafio no ambiente profissional.

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