O Plano de Mobilidade de Piracicaba foi aprovado na noite de quinta-feira (14) durante sessão extraordinária. O projeto, de autoria do Executivo, revisa o atual plano de mobilidade, que está em vigor desde 2006, e revoga duas leis complementares.
De acordo com o projeto, o novo plano estabelece diretrizes alinhadas à Política Nacional de Mobilidade Urbana e condiciona a Política Municipal de Mobilidade ao Plano Diretor Urbano Integrado (PDUI) para a Região Metropolitana de Piracicaba. O projeto prevê o incentivo ao modo de transporte não-motorizado, incentivo ao transporte coletivo, educação e redução de acidentes de trânsito, reestruturação do anel rodoviário e sistema viário, e transporte de carga e PGTs.
Também foram aprovadas quatro emendas das 14 colocadas no projeto. As mudanças ao texto original preveem a inclusão de faixas de retenção e recuo exclusivas para motocicletas na sinalização; adição de ciclovias nas avenidas Luiz Ralf Benatti, Brasília e na rua Ricardo Melotto; prioridade na regularização e desobstrução de calçadas em bairros da periferia e a adição de um inciso que considere “objetivos de desenvolvimento sustentável” na elaboração dos projetos municipais. As demais emendas foram prejudicadas após receberem parecer contrário da Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CLJR).
SISTEMA CICLOVIÁRIO
O sistema cicloviário faz parte da área do transporte não-motorizado proposto pelo projeto. O texto determina que o transporte por bicicletas seja incentivado.
Por isso, há a previsão de criação de um sistema cicloviário na cidade para incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte através de uma infraestrutura adequada. Foram previstas 51 novas ciclovias na cidade, que serão em construídas em avenidas principais, como a Carlos Botelho, Piracicamirim, Armando de Salles Oliveira e 31 de Março. As ciclovias deverão interligar diversos pontos da cidade.
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