O Exército brasileiro está mobilizando uma resposta significativa à crescente tensão na fronteira com a Venezuela, decorrente da disputa territorial entre Venezuela e Guiana pela região de Essequibo, rica em reservas de petróleo. Diante desse cenário, 28 veículos blindados serão deslocados para a área, visando fortalecer a segurança e enviar uma mensagem de soberania.
Entre os veículos enviados, destaca-se o Guarani, uma viatura blindada anfíbia de transporte de pessoal, com capacidade para 11 militares e proteção contra minas, tiros de 7,62 mm e estilhaços de granadas. Além disso, a VBR Cascavel, fabricada na década de 1970, equipada com canhão de 90 mm e metralhadoras, reforçará a presença militar.
A estratégia inclui o envio de 130 a 150 homens para integrar a 1ª Brigada de Infantaria de Selva, transformando um esquadrão local em regimento. O reforço visa proteger as fronteiras e evitar a utilização indevida do território brasileiro em meio à tensão entre os países vizinhos.
A mobilização ocorre após o referendo na Venezuela, onde 95% dos votantes expressaram apoio à incorporação de Essequibo ao território venezuelano. Contudo, a execução dessa decisão não é obrigatória, deixando incertezas sobre a estratégia do regime chavista.
Em resposta, o vice-presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo, expressou preocupação e afirmou estar se preparando para o pior, reforçando a cooperação de defesa com parceiros internacionais. Jagdeo destaca a imprevisibilidade dos líderes venezuelanos, indicando a necessidade de vigilância constante para proteger o país diante de possíveis ameaças. O Exército brasileiro, por sua vez, busca assegurar a integridade territorial e enviar uma clara mensagem de que seu território não será utilizado em operações indevidas.
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