SEGURANÇA

Encontro na OAB-Piracicaba discute segurança de torcedores em estádios

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação

Advogados, procuradores e integrantes de torcidas organizadas participaram de um encontro na sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Piracicaba para discutir questões relacionadas à segurança dos torcedores dentro e fora dos estádios de futebol. A discussão aconteceu durante a palestra “Do Amor ao Ódio: Torcidas Organizadas e Clubes de Futebol”, realizada na última sexta-feira (23).

Participaram da discussão o Promotor de Justiça Paulo César de Castilho, Felipe Arbex, que preside a Comissão de Direito Desportivo da OAB, o ex-presidente da Comissão, Jonas Parisotto, que também foi diretor jurídico e presidente do Conselho Deliberativo do XV de Piracicaba, além de Renata Perazoli, que foi ouvidora do XV de Piracicaba. Integrantes das torcidas Amor Real XV (ARXV), Fumaça Alvinegra (ambas do XV de Piracicaba) e Gaviões da Fiel, do Corinthians, também fizeram parte do evento.

Na palestra, vários questionamentos sobre a segurança e atuação policial nos estádios foram feitos, entre eles a torcida única em estádios, consumo de bebidas alcoólicas nas arquibancadas e o que pode ou não ser considerado abuso de autoridade. “Falando em segurança, seria interessante um cordão composto pelos integrantes das torcidas organizadas próximo ao alambrado dos estádios. Fica aqui uma sugestão para se pensar e estudar, juntamente com quem tem o mando do jogo”, sugeriu Castilho, que comandou a palestra e falou sobre sua experiência ao lidar com torcidas organizadas. “Os torcedores que fazem parte das Organizadas, em sua grande maioria, vêm das periferias da cidade”, disse. “É para esses torcedores que precisamos voltar nosso olhar, dar oportunidades de educação, saúde e moradia para terem direitos de igualdades sociais”, completou.
Felipe Arbex, que preside a Comissão de Direito Desportivo, disse que “o tema é recorrente e importante e com o conhecimento e informações trazidos pelo Dr. Paulo Castilho, o nosso olhar sobre o tema mudou completamente”.

“É sempre bom poder ouvir e aprender com quem entende do assunto e pode agregar no nosso trabalho”, disse Carlinho Leite, presidente da ARXV. “Nós, da ARXV, sempre fazemos ações sociais, com arrecadação de alimentos e produtos de higiene para entidades de Piracicaba, além de acolher a todos, sem distinção alguma”, completou. Renata Perazoli, que foi ouvidora do XV de Piracicaba e conselheira quando o time completou 100 anos, destacou que é importante esse olhar social para as torcidas organizadas. “Mas para isso é necessário abrir mais espaços para as mulheres, que são mais sensíveis e com olhar mais voltado para o social e à educação”, finalizou

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