NO VERMELHO

Em terceiro mandato de Lula, estatais têm rombo de R$ 4,5 bilhões

Por Da Redação | Jornal de Piracicaba
| Tempo de leitura: 1 min
Folhapress
Tânia Rêgo/Agência Brasil

No primeiro ano do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o conjunto de empresas estatais brasileiras deve fechar o ano com déficit primário de R$ 4,5 bilhões após anos de superávit iniciados em 2018, aponta balanço bimestral divulgado na última quarta-feira (22). O conjunto é formado por 22 empresas estatais.

O grupo inclui nomes conhecidos como Correios, Ceagesp, Infraero, Dataprev e Serpro. Embora três destas últimas prevejam superávits, a expectativa é de que o déficit, correspondente a 0,04% do PIB, atinja seu nível mais elevado desde 2009, durante o segundo governo Lula.

Após anos de superávits, o retorno ao vermelho contrasta com o período pós-impeachment de Dilma Rousseff, quando as estatais passaram por enxugamento de despesas e restrições a indicações políticas. O saldo positivo se manteve até o ano passado, exceto por 2020, impactado pela pandemia de Covid-19.

A Emgepron, gerenciadora de projetos da Marinha, é apontada como principal responsável pelo déficit, com um esperado rombo de R$ 3,695 bilhões. Apesar de projeções anteriores indicarem um déficit de R$ 5,6 bilhões, o governo afirma que as empresas utilizarão recursos próprios, sem necessidade de socorro direto do Tesouro Nacional.

Em nota, a ministra Esther Dweck assegurou que o déficit será coberto com recursos das próprias empresas, provenientes de saldos de anos anteriores. Algumas estatais, como a Emgepron, esclarecem que o resultado negativo refere-se a investimentos, não indicando má administração de recursos. A Ceagesp destaca superávit acumulado até setembro e espera fechar o ano com resultado positivo.

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