PAIXÃO

110 anos do XV: torcedor fanático mantém acervo de camisas para preservar a história

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
A camisa zebrada em vertical, fabricada pela Adidas, em 1981, é uma raridade para Shime
A camisa zebrada em vertical, fabricada pela Adidas, em 1981, é uma raridade para Shime

O operador especialista Guilherme Schmidt Pacheco, o Shime, de 27 anos, respira o XV de Novembro. Literalmente. Tanto que, há cerca de três anos, montou o que chama de “acervo para a preservação da história do XV” em sua própria residência, na Vila Monteiro.

Ele começou de forma “discreta”, com 62 camisas, mas sua ideia foi tomando corpo e hoje ele já tem cerca de 350 camisas do clube – algumas raras -, além de outros itens que compõem a coleção como: medalhas, flâmulas, livros, bolas, bandeiras, ingressos... Ou seja, tudo que envolve o Alvinegro.

“Essa ideia surgiu de uma conversa entre eu e meu pai, no início da pandemia, quando conversávamos sobre o assunto de preservação da história do XV de Piracicaba”, lembra. “Aí, tivemos a iniciativa de registrar (catalogar) todas as camisas que nós já tínhamos”, explica o torcedor.

“Na verdade já tínhamos uma coleção e não sabíamos. A partir desse momento, resolvemos fazer as coisas da melhor forma possível; compramos uma arara de camisas, manequim e acomodamos todas da forma correta - antigamente a maioria ficava em sacos plásticos”, emenda.

Entre sua vasta coleção de camisas, algumas raras e com preço de mercado e valor sentimental muito grandes. “Teve alguns casos de camisas que fiquei ‘namorando’ ela por mais de dois anos até conseguir realizar a negociação”, conta, antes de enumerar algumas de suas “conquistas”.

“Foram casos de três camisas em especial: uma adidas branca manga longa de 1981; uma zebrada da Hering de 1975; e uma Adidas com o zebrado em vertical de 1981, modelo furadinho”, declara o torcedor.

VENDAS?

O torcedor quinzista conta que faz possível para não se desfazer das camisas do seu acervo particular, a não ser em caso de extrema necessidade. E, nestes casos, as comercializadas são somente as “repetidas”.

“Acompanhei o XV nesse último Brasileirão da Série D pelo Brasil afora e as viagens não foram muito baratas. Então, foi necessário me desfazer de algumas camisas, mas todas que eu precisei vender eu tinha outro modelo na coleção. Uma coisa que não faço é vender um modelo de camisa e ficar sem ele. Só passo camisas que tenho duas ou mais na coleção”.

Como todo colecionador, ele conta com a amizade dos mais chegados para aumentar o seu acervo. “Muitas pessoas abraçaram esse projeto desde o início, algumas peças foram doadas e outras só consegui negociá-las por que a pessoa conhece meu perfil e sabe que não vou passar os itens para frente. Então, esse fato de colecionar me ajudou muito, quanto a confiança de todos também”, diz, orgulhoso.

Com tanta novidade para mostrar, Shime, sempre que pode, realiza exposições de seu acervo para os demais torcedores. “Em Piracicaba já realizei duas exposições: Na sede da Torcida Esquadrão e na creche que minha filha estuda (São Vicente de Paula). Fora daqui já fui em dois encontros de colecionadores do Interior de São Paulo, em Vinhedo e Mogi-Guaçu. E no dia 2 de dezembro irei estar presente em mais um na cidade de Valinhos”, finaliza.

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