110 ANOS DO XV

Sorocabana se apaixona pelo Nhô Quim, vira conselheira e 'roda' o país na torcida

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Monique em Cascavel em jogo da Série D: com o XV pelo Brasil
Monique em Cascavel em jogo da Série D: com o XV pelo Brasil

A empresária Monique Torquetti, 31 anos, é natural de Sorocaba, mas tem Piracicaba no coração. Veio para a Noiva da Colina com 13 anos e, entre idas e vindas, radicou-se de vez em 2017 por conta da faculdade. Após fixar residência por aqui, conhecer o XV foi uma questão de tempo. E foi paixão à primeira vista.

“Eu vim para Piracicaba sem conhecer nada, mas já acompanhava futebol. Foi quando uma professora da escola pediu para que fizéssemos uma reportagem sobre o que mais chamava atenção em Piracicaba; eu escolhi falar do XV, por gostar de futebol. Para isso eu fui em um jogo, fui em dois, três... E definitivamente não parei”, conta.

A partir daí, a empresária começou a seguir o clube e virou quinzista de vez. “Quando comecei a frequentar os jogos, me vi dentro da Torcida Esquadrão já, cantando o jogo todo, fazendo amigos, frequentando a caravana e não consegui parar mais”, lembra. “Mesmo saindo da torcida (Esquadrão), continuei indo aos jogos, mesmo morando fora eu fazia o que dava. Me tornei sócia e conselheira. E agora não tem muito para aonde escapar, já tá enraizado”, brinca.

Como uma boa “torcedora raiz”, Monique já “rodou” o Estado e algumas cidades do país na torcida pelo Alvinegro. “Conheço boa parte dos estádios do interior de São Paulo, acompanhando o XV. Mas as cidades com mais experiências foram as últimas visitadas na Série D: Campo Grande/MS, Cascavel e Maringá/PR, Patrocínio/MG e Catalão/GO”, enumera.

ALEGRIA E TRISTEZA

A empresária tem na retina as alegrias e tristezas vividas em nome da sua paixão. Todas as derrotas do XV são decepcionantes, afirma, “mas quando perdemos o acesso para a Inter em 2019, doeu muito mais”, lembra. “Primeiro porque tínhamos o acesso na mão e deixamos escapar nos últimos minutos de jogo. Um drama. E também por que foi para um dos nossos maiores rivais”, conta.

“Já a maior alegria foi o acesso em 2011 em Monte Azul. Voltando do jogo, a cidade toda em festa, a expectativa, maravilhoso”.

Para a torcedora, o Alvinegro Piracicabano - que completa 110 anos de existência na próxima quarta-feira (15) - é um dos maiores patrimônios da cidade de Piracicaba e deveria ser mais “preservado”. “O XV tem história, tem identidade e tem muita paixão envolvida. Espero que, no futuro próximo, possamos nos reerguer para voltarmos ao topo, onde sempre deveríamos estar”, finaliza.

Comentários

1 Comentários

  • ADEMIR JOSE TORCHETTI 09/11/2023
    Paixão é paixão, mas virou mais do isso. Parabéns Monique