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CPI do caso Jamilly pede cópia do contrato de médica com a OSS

CPI do caso Jamilly pede cópia do contrato de médica com a OSS

Comissão também avalia influência da falta de atendimento de Jamilly por médico especialista em Pediatria

Comissão também avalia influência da falta de atendimento de Jamilly por médico especialista em Pediatria

Por André Thieful | 31/10/2023 | Tempo de leitura: 2 min

Por André Thieful


31/10/2023 - Tempo de leitura: 2 min

Fabrice Desmonts

O pedido de cópia do contrato ocorreu a partir dos depoimentos de profissionais da área de saúde, tomados nesta terça-feira (31).

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga a morte, por picada de escorpião, da menina Jamilly Vitória Duarte, de 5 anos, requisitou cópia do contrato entre a OSS (Organização Social de Saúde) Mahatma Gandhi e a médica responsável pelo atendimento da paciente na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Cristina, na noite de 11 de agosto. A médica já foi ouvida pela CPI no dia 17 deste mês. Ela estava acompanhada de uma advogada e não permitiu a divulgação do seu nome e nem foto.

O pedido de cópia do contrato ocorreu a partir dos depoimentos de profissionais da área de saúde, tomados nesta terça-feira (31). Foram ouvidos gestores da Santa Casa, para onde a criança foi transferida e onde morreu na manhã seguinte e também a médica pediatra intensivista que prestou o atendimento a ela na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital.

A UPA é administrada pela OSS  desde 1º de julho e é ponto estratégico para atendimento de picadas de escorpião. No entanto, o soro antiescorpiônico não foi aplicado na menina na unidade. Outro ponto observado pela comissão é o apontamento quanto à falta de atendimento especializado por médico pediatra à criança. A médica que atendeu Jamilly na UPA admitiu, em depoimento à CPI, que não é especialista.

Em um dos depoimentos tomados nesta terça-feira (31), foi relatado o formato usual de contratação de médicos para serviços de urgência e emergência em geral, que muitas vezes não possuem contratos formais e o profissional atua como prestador de serviços. A problemática, nesse sentido, é que o médico não passa por um processo de integração e acaba por conhecer a rotina da unidade onde trabalha somente no dia a dia.

A médica que prestou atendimento à Jamilly é recém-formada, não possuía experiência em urgência e emergência e disse, em depoimento à CPI, que não sabia que a UPA da Vila Cristina era um ponto estratégico para acidentes com escorpião. A profissional alegou que sequer sabia que a unidade possuía o soro antiescorpiônico.

Outro ponto abordado foi o foco do atendimento prestado a Jamilly, que ficou concentrado na tentativa de transferência da criança para a Santa Casa e não no socorro em si, que deveria ser imediato, com a neutralização do veneno o mais rápido possível. Conforme os depoimentos tomados anteriormente pela CPI, a médica responsável pelo atendimento na UPA encontrou dificuldades para preenchimento dos dados no sistema para registro do pedido de transferência da criança, o que também teria atrasado o atendimento.

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A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga a morte, por picada de escorpião, da menina Jamilly Vitória Duarte, de 5 anos, requisitou cópia do contrato entre a OSS (Organização Social de Saúde) Mahatma Gandhi e a médica responsável pelo atendimento da paciente na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Cristina, na noite de 11 de agosto. A médica já foi ouvida pela CPI no dia 17 deste mês. Ela estava acompanhada de uma advogada e não permitiu a divulgação do seu nome e nem foto.

O pedido de cópia do contrato ocorreu a partir dos depoimentos de profissionais da área de saúde, tomados nesta terça-feira (31). Foram ouvidos gestores da Santa Casa, para onde a criança foi transferida e onde morreu na manhã seguinte e também a médica pediatra intensivista que prestou o atendimento a ela na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital.

A UPA é administrada pela OSS  desde 1º de julho e é ponto estratégico para atendimento de picadas de escorpião. No entanto, o soro antiescorpiônico não foi aplicado na menina na unidade. Outro ponto observado pela comissão é o apontamento quanto à falta de atendimento especializado por médico pediatra à criança. A médica que atendeu Jamilly na UPA admitiu, em depoimento à CPI, que não é especialista.

Em um dos depoimentos tomados nesta terça-feira (31), foi relatado o formato usual de contratação de médicos para serviços de urgência e emergência em geral, que muitas vezes não possuem contratos formais e o profissional atua como prestador de serviços. A problemática, nesse sentido, é que o médico não passa por um processo de integração e acaba por conhecer a rotina da unidade onde trabalha somente no dia a dia.

A médica que prestou atendimento à Jamilly é recém-formada, não possuía experiência em urgência e emergência e disse, em depoimento à CPI, que não sabia que a UPA da Vila Cristina era um ponto estratégico para acidentes com escorpião. A profissional alegou que sequer sabia que a unidade possuía o soro antiescorpiônico.

Outro ponto abordado foi o foco do atendimento prestado a Jamilly, que ficou concentrado na tentativa de transferência da criança para a Santa Casa e não no socorro em si, que deveria ser imediato, com a neutralização do veneno o mais rápido possível. Conforme os depoimentos tomados anteriormente pela CPI, a médica responsável pelo atendimento na UPA encontrou dificuldades para preenchimento dos dados no sistema para registro do pedido de transferência da criança, o que também teria atrasado o atendimento.

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